REUNIÕES 15.09.2026 | 12h03

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Chico Ferreira
O vereador Kassio Coelho (Pode) admitiu que o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a atuar diretamente nos bastidores políticos para tentar influenciar o pleito da Mesa Diretora do Legislativo municipal. A movimentação ocorre após o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ter negado o pedido do Executivo em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), na qual o gestor tentava alterar trechos da Lei Orgânica para facilitar mudanças no Regimento Interno e viabilizar juridicamente a candidatura da atual presidente, Paula Calil (PL).
Mesmo diante do revés no Judiciário, o parlamentar confirmou a proximidade com o chefe do Executivo e ressaltou a construção da estratégia governista. "Eu até falei com o prefeito ontem, né? A gente vai montar uma estratégia para a eleição", declarou o vereador nesta terça-feira (15).
Apesar de reafirmar a permanência na base aliada, Kassio admitiu que, caso as barreiras regimentais não sejam superadas, o grupo possui nomes alternativos preparados para assumir a disputa contra as chapas encabeçadas pelos vereadores Ilde Taques (Pode) e Dilemário Alencar (União).
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Entre as opções figuram o seu próprio nome e os dos vereadores Marcos Brito (Pode) e Kero Kero (Democrata). "Ventilou o nome do Kero Kero e Marcos Brito, são dois colegas nossos que estão preparados para também substituir aí a Paula, caso ela não consiga ser candidata", pontuou.
A tentativa do prefeito de alterar as regras regimentais do Parlamento cuiabano gerou fortes reações na oposição e até entre aliados, que apontam interferência indevida do Palácio Alencastro no Poder Legislativo. O imbróglio jurídico envolve o impedimento à reeleição contínua para os mesmos cargos da Mesa.
Conforme já divulgado pelo
, enquanto Abilio nega ingerência direta sob a justificativa de alinhar matérias do interesse do município, a oposição acusa a gestão de atropelar o rito interno da Câmara para assegurar o controle político da Casa de Leis. A recusa do TJMT em conceder a medida cautelar amplia a incerteza jurídica da candidatura de Paula Calil e reforça as articulações dos nomes alternativos.
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