SÓ FÁVARO DEFINIDO 06.02.2026 | 09h20

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Mesmo diante de sinalizações internas e externas, o Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso ainda não definiu quem ocupará a segunda vaga da federação para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. A sigla, que integra a federação Brasil da Esperança ao lado do PCdoB e do PV, tem como única definição até o momento a pré-candidatura do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).
Nomes como o da ex-vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT) e do ex-senador Pedro Taques (PSB) já foram ventilados. Edna, inclusive, colocou seu nome à disposição do partido. Ainda assim, a federação evita avançar na discussão e mantém cautela sobre a composição da chapa.
A presidente estadual do PT, ex-deputada federal Rosa Neide, explicou que a definição da segunda vaga ainda passa por um processo de alinhamento político com o projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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“A Edna Sampaio colocou o nome dela à disposição. Nós temos outros companheiros e companheiras da federação como um todo. Mas a questão do senador Pedro Taques é que ele já se colocou à disposição para apoiar o presidente Lula. Quem apoia o presidente Lula estará no palanque do presidente Lula. Isso é uma coisa tranquila”, afirmou Rosa Neide.
Segundo ela, a federação trabalha para evitar votos fragmentados na disputa ao Senado e busca uma candidatura que esteja totalmente conectada ao projeto político nacional do campo progressista.
“A discussão de quem será para a indicação do segundo voto ainda está sendo feita pela federação. A segunda vaga nós queremos que seja vinculada ao projeto nacional. Nós não queremos um voto disperso, né? Votar no ministro Fávaro e votar em outra pessoa. Então, nós vamos alinhar isso. Pode ter mais de um que fique à disposição da segunda vaga. Não será uma pessoa apenas, serão pessoas alinhadas ao projeto nacional”, completou.
No dia 23 de janeiro, Edna encaminhou uma carta aos filiados, colocando à disposição do partido, defendendo que a segunda vaga seja destinada a um nome do próprio PT e, preferencialmente, a uma mulher, reforçando o discurso de renovação e enfrentamento da desigualdade de gênero na política.
A ex-vereadora também tenta reposicionar seu projeto eleitoral, que até então estava voltado para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Eleita vereadora de Cuiabá em 2020, Edna teve o mandato cassado duas vezes pela Câmara Municipal, sob acusações relacionadas à gestão da verba indenizatória. Em ambas as ocasiões, recorreu ao Judiciário. A segunda cassação, ocorrida em 2024, chegou a torná-la inelegível por oito anos, impedindo sua participação nas eleições municipais do mesmo ano.
Contudo, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que, por maioria de votos (3 a 2), derrubou a cassação e restabeleceu seus direitos políticos. Com isso, Edna voltou ao jogo eleitoral e passou a articular novos caminhos dentro do partido.
Internamente, a movimentação da ex-vereadora divide opiniões. Enquanto setores do PT veem na carta um gesto legítimo de militância e disposição para o debate político, outros avaliam que o momento ainda exige cautela, especialmente diante do esforço da federação em manter unidade e alinhamento total com o projeto nacional liderado pelo presidente Lula.
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