apuração de caixa 2 em campanha 05.03.2026 | 16h14

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução/Montagem GD
(Atualizado às 16h41) O prefeito de Sorriso (420 km ao norte), Alei Fernandes (União), foi alvo da terceira fase da operação Rustius, da Polícia Federal, que investiga crimes eleitorais relacionados ao financiamento ilícito de campanha nas eleições municipais de 2024. A mansão do gestor foi revistada na manhã desta quinta-feira (5). A defesa do prefeito disse que não há nada de irregular e que irá se pronunciar posteriormente.
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A casa do prefeito foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Além disso, foram cumpridas outras medidas cautelares contra o gestor municipal, como o bloqueio de contas bancárias e de aplicações financeiras e o sequestro por equivalência e por indisponibilidade de bens até o limite de R$ 608 mil.
A operação resultou no indiciamento de 23 pessoas, sendo 21 por omissão ou inserção de informações falsas na prestação de contas da campanha (o "caixa 2"). Também houve indiciamentos por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a economia popular, relacionados à concessão irregular de empréstimos.
Segundo a PF, investigações apontam para a existência de um esquema estruturado de financiamento ilícito, envolvendo empréstimos clandestinos para abastecimento da campanha, pagamentos em espécie a prestadores de serviço e para ocultação deliberada de despesas na prestação de contas.
Em nota, a defesa do prefeito se disse "surpreendida" pela operação, uma vez que o político "já foi absolvido pela Justiça Eleitoral da acusação de caixa dois" e que "não havia provas suficientes para sustentar as alegações apresentadas pelo Ministério Público" (leia abaixo a nota completa).
Alei Fernandes tem 54 anos e foi eleito prefeito de Sorriso em 2024, com 51,3% dos votos. Na ocasião, ele declarou um patrimônio de R$ 2,87 milhões.
Leia nota da defesa na íntegra
A desefa do prefeito Alei Fernades manifesta-se a respeito da terceira fase da Operaçãos Rustius.
Inicialmente, é importante destacar que o prefeito já foi absolvido pela Justiça Eleitoral da acusação de caixa dois. Na ocasião, a Justiça Eleitoral concluiu que não havia provas suficientes, para sustentar as alegações apresentadas pelo
Ministério Público Eleitoral e pelo candidato derrotado Leandro Carlos Damiani.
O Ministério Público, no entanto, apresentou recurso, e o inquérito foi posteriormente finalizado, encontrando-se atualmente aguardando manifestaçãodo Ministério Público.
Nesse contexto, a defesa foi surpreendida com a deflagração de uma chamada terceira fase da operação policial, mesmo após a conclusão do inquérito.
Até o momento, a defesa ainda não teve acesso aos autos do processo. Assim que esse acesso for concedido, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis, sempre em pleno respeito às instituições e ao Poder Judiciário.
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