Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 07/04/2020

Política de MT - A | + A

Deu em A Gazeta 12.02.2020 | 10h33

Taques aponta irregularidades na força-tarefa da grampolândia

Facebook Print google plus

José Medeiros/Gcom-MT

José Medeiros/Gcom-MT

O ex-governador e agora advogado, Pedro Taques (PSDB), aponta supostas irregularidades processuais nas investigações da grampolândia pantaneira, onde aparece como investigado e suposto ‘dono’ esquema de arapongagem contra adversários políticos.

 

Segundo o ex-governador, o seu direito de defesa estaria sendo cerceado pela força-tarefa da Polícia Civil, que até o momento não o intimou para prestar depoimento.

 

“Eu já protocolei mais de 10 pedidos para ser ouvido pela delegada, e não querem me ouvir. E eu protocolei um pedido ao promotor de Justiça Reinaldo, para que eu seja ouvido com a imprensa do lado. Pode ser público, porque eu não tenho nada a esconder. E por que não querem me ouvir? Querem que eu faça por escrito”, disse o ex-governador em entrevista ao jornal A Gazeta.

 

Taques alega ainda que em 2017, quando o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, avocou os inquéritos para ele após pedido do então governador, os delegados responsáveis da época, continuaram as investigações. “O doutor Rui Ramos, presidente do Tribunal de Justiça na época, fez imediatamente a determinação, mas o grupo de delegados continuou a investigar. Tem documentos nos autos que revelam isso também”, acusa.

 

Pedro Taques também questiona o fato de o Ministério Público não ter se manifestado nas prisões durante a operação Esdras, contra vários secretários e ex-secretários de Taques por tentativa de gravar o desembargador Orlando Perri.

 

Taques também acusa os investigadores de restringir o seu acesso a documentos que estão no inquérito da Esdras. “Tem um CD e eu quero saber o que tem lá. Eu tenho esse direito. Graças a Deus nós temos um juiz sério, competente e imparcial, que é o juiz Jorge Tadeu”, afirma. Taques também coloca em dúvida e colaboração do tenente-coronel José Henrique Costa Soares, que entregou o plano de gravar e afastar Perri das investigações.

 

Segundo Taques, Soares passou de criminoso a vítima, após aceitarem a sua delação “com uma narrativa de Hollywodd, o que ele falou. E ninguém viu isso?”, questiona.

 

Pedro Taques acusa a força-tarefa de ignorar a denúncia feita pelo ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira, de que teria sido ameaçado pelo coronel Zaqueu Barbosa para depor contra o ex-governador.

 

“Ele foi ameaçado e ninguém tomou providência. Ninguém abriu inquérito ainda? Eu quero saber. Tem leis no país que devem ser obedecidas”, reclama.

 

Taques disse defender punição aos responsáveis pela grampolândia, e que não praticou nenhum ato ilícito. “Eu tomei as providências. Mas se eu pratiquei eu tenho que ser responsabilizado” afirma.

 

“Eu deixei o cargo de governador no dia 1º de janeiro de 2019. E de lá até hoje, eu estou esperando para ser ouvido. Ninguém me ouviu. E o processo que desceu do STJ, já desceu em fevereiro de 2019”, completa.

 

Taques também citou a recente linha de investigação a respeito de uma maleta comprada na sua gestão, que poderia realizar interceptações. A denúncia chegou à força-tarefa no final do ano passado.

 

Porém, Taques garante que a maleta foi comprada com o único objetivo de evitar rebeliões, e que essa investigação teria base em ‘mentiras’.

 

“Recentemente foi dado uma entrevista para a condutora das investigações, que documentos teriam sumido. Nós já fizemos um pedido para mostrar quando esses documentos sumiram, quem sumiu com esses documentos, porque os autos estavam sob a responsabilidade do ministro Campbell e da Polícia Federal. Eu trabalhei com a PF por 15 anos e nunca vi a PF sumir com documentos”, pontuou.

 

Taques afirma que a PF concluiu que ele não teria participação no esquema, e que quer saber quais documentos sumiram das investigações. “Eu não estou acima da lei. Mas eu não posso ser investigado como se solta uma pandorga, jogando linha, jogando linha e nunca termina essa investigação”, reclama.

 

Esdras
A Operação Esdras foi deflagrada no dia 27 de setembro de 2017, após decisão do desembargador Orlando Perri. Foram presos na época os ex-secretários da Casa Civil, Paulo Taques, o de Segurança Pública, Rogers Jarbas, de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira, o ex-chefe da Casa Militar Evandro Lesco, a esposa de Lesco, Helen Chrysti, sargento João Ricardo Soler, major Michel Ferronato, e também condução coercitiva do empresário José Marilson da Silva.

 

A operação teve por base a colaboração do tenente-coronel Soares, que entregou uma tentativa para frear as investigações sobre interceptações ilegais e macular a imagem do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.

 

Soares atuava na investigação como escrivão no inquérito, e foi cooptado pela organização criminosa sob ameaça de revelarem fatos que poderiam prejudicá-los na Policia Militar.

 

Diante disso Soares teria ficado responsável de gravar e juntar informações contra Perri para provocar a suspeição do magistrado. Os presos foram soltos após o STJ aplicar medidas cautelares contra todos os envolvidos no final de outubro.

 

Taques versus Força-tarefa
- Ex-governador diz que fez 10 pedidos para ser ouvido, todos negados

 

- Em 2017, acusa os delegados de continuarem a investigar, mesmo com os inquéritos já no STJ

 

- Taques diz ainda que não teve acesso a documentos, como um CD

 

- E diz que o coronel Zaqueu Barbosa ameaçou o coronel Airton Siqueira para que este depusesse contra o ex-governador. Mas a denúncia não foi investigada

 

Outro lado
Procurada, a delegada Ana Feldner disse que não vai se manifestar sobre as acusações e está mais preocupada em trabalhar para desvendar o caso.

 

Leia mais notícias sobre Política de MT na edição do Jornal A Gazeta

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

A cloroquina está liberada para o tratamento dos pacientes do coronavírus no Brasil, mas a polêmica continua

Parcial

Edição digital

Terça-feira, 07/04/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 22,10 -1,56%

Algodão R$ 93,43 0,71%

Boi a Vista R$ 134,38 0,00%

Soja Disponível R$ 69,10 -0,29%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2019 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.