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Deu em A Gazeta 08.07.2020 | 09h52

Teis pede para trabalhar no CCC

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Marcos Bergamasco

Marcos Bergamasco

Após uma semana preso no Centro de Custódia da Capital (CCC), o conselheiro afastado do TCE/MT, Waldir Teis, pediu

para que fosse inserido na escala de trabalho dentro da unidade prisional.

 

A solicitação foi feita diretamente ao diretor do CCC, Ewerton Santana Gonçalves, que ficou de analisar o pedido. Caso seja acatado, Waldir Teis poderá trabalhar na limpeza, na horta ou na cozinha do Centro de Custódia.

 

O conselheiro está em isolamento, onde permanecerá até a próxima segunda-feira (13). O procedimento é padrão e segue o protocolo da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e do Ministério da Saúde, para presos recém-chegados às unidades

prisionais.

 

Apesar da cautela, o conselheiro não tem qualquer sintoma que leve à suspeita de infecção pelo novo coronavírus. Após este

período, Teis permanecerá na Sala de Estado Maior, que fica dentro do CCC.

 

Estado Maior

O local é parecido com um quarto, não possui grades e fica aberto o dia todo. Dentro tem beliches, TV, ventiladores e banheiro. Cabem até cinco pessoas no máximo.

 

A Sala de Estado Maior é o local onde pessoas com prerrogativa de foro são levadas em caso de prisão temporária. Ou seja, antes do cumprimento da pena.

 

Esta estrutura é prevista dentro da legislação brasileira. Ela foi criada com o objetivo de receber advogados, magistrados e

membros do Ministério Público.

 

Governador, deputados e conselheiros de Tribunal de Contas também possuem prerrogativas para ficarem detidos neste

local.

 

Prisão

Waldir Teis foi preso preventivamente no dia 1º de julho em consequência da 16º fase da Operação Ararath, quando foi

flagrado pela Polícia Federal amassando e rasgando vários cheques para colocar em uma lata de lixo.

As imagens que foram base para a prisão preventiva determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) mostram o exato

momento em que um agente federal encontra o conselheiro tirando várias folhas de cheques do bolso e os colocam na lata do lixo.

 

O conselheiro aparece saindo do escritório e descendo as escadas em alta velocidade. Porém, Waldir Teis não percebe que

um policial federal o acompanhava.

 

O MPF investiga o patrimônio dos conselheiros desde 2017, quando o ex-governador Silval Barbosa firmou delação premiada e confessou que havia selado um acordo com membros do TCE-MT para que ele pagasse R$ 53 milhões a título de propina em 2013. O pagamento foi efetuado para impedir que os conselheiros investigassem as obras da Copa do Mundo de 2014.

 

Defesa

A defesa do conselheiro é feita pelo advogado Diógenes Curado que ingressou com um habeas corpus no STJ para tentar o relaxamento da prisão.

Ele assumiu a defesa sozinho, após o advogado Emanuel Bezerra, que defendia Teis, também ter sido alvo da mesma operação contra o conselheiro.

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