Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 08/09/2026

Política de MT - A | + A

UNIDOS PELA CRÍTICA 16.07.2026 | 15h02

Vereadores avaliam que postura do prefeito causa constrangimento ao Legislativo

Facebook Print google plus
Laisa Stofel e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Montagem GD

Montagem GD

A tentativa de interferência direta do prefeito Abilio Brunini (PL) para viabilizar a reeleição de Paula Calil (PL) expôs uma fissura na própria base governista. Após decisão do Tribunal de Justiça (TJMT) que negou mudança na quantidade de votos para alterações, oposição e governistas se uniram para reprovar a conduta do chefe do Executivo.

 

Tanto o vereador Rafael Ranalli, correligionário do prefeito no PL, quanto o oposicionista Daniel Monteiro (Republicanos), convergiram na avaliação de que a forma como o chefe do Executivo agiu foi prejudicial para a própria imagem do Legislativo.

 

Leia também - Consenso por data evita insegurança jurídica e afasta ‘contágio’, afirma Nadaf

 

O vereador Rafael Ranalli não escondeu o incômodo com a exposição gerada pela articulação de Abílio. Embora declare sua torcida para que o partido mantenha as “rédeas” da Mesa Diretora, Ranalli criticou abertamente as medidas públicas adotadas pela prefeitura. Em sua análise sobre o cenário de votação após a manutenção do regimento, o parlamentar explicou as dificuldades matemáticas enfrentadas pelo grupo.

 

“Se viesse uma mudança jurídica, apenas 14 votos poderiam garantir a ela o direito de concorrer. A gente fala em 16 ali que garantem o regimento, então faltariam dois nos próximos dois dias. O que eu acho um pouco difícil, até porque, do outro lado, dificilmente alguém que está no outro time vai querer votar para até permitir a Paula. Então a gente quer tentar manter a casa nas rédeas ou nas mãos do PL, até porque a Paula faz uma administração austera, nada de polêmica, é muito séria, é correta e a gente quer manter essa condição”, afirmou em coletiva nesta terça-feira (14).

 

Ao avaliar a conduta do prefeito no processo de disputa interna da Casa, Ranalli foi categórico ao afirmar que o movimento público causou “constrangimento” e que a prefeitura deveria ter agido nos bastidores, e não de forma escancarada. Segundo ele, a movimentação “não pegou bem, surpreendeu a todos”.

 

“Eu mesmo, por vezes, vim aqui e falei que era contra o Abílio ficar interferindo na eleição da Mesa. A gente aqui também não é inocente de achar que não tem o interesse da prefeitura. É hipocrisia achar que o Executivo não quer comandar o parlamento ou, no mínimo, quer tê-lo ao lado. Mas essa pressão e essa coisa muito incisiva e bem aparente aí fica feio, fica chato, diminui o tamanho dos vereadores. Eu mesmo falei para o Abílio: ‘chega e fala que você não vai se meter’. Mesmo que em bastidor você dê um pitaco ou outro, mas não descaradamente”, admitiu o vereador.

 

Do outro lado, Daniel Monteiro validou a tese de que o prefeito colhe agora os frutos de um desgaste político autoimposto. Monteiro apontou que a saída de aliados e o racha na base são consequências naturais de uma articulação malsucedida e centralizadora por parte do prefeito.

 

Para o oposicionista, o grande problema não é a preferência política do prefeito, mas sim o atropelo das regras institucionais e a falta de decoro no trato com os parlamentares independentes.

 

“Veja, perder é claro que ele perdeu. Na medida em que alguns componentes abandonaram a base, e até teve uma caricatura que ilustra bem o que aconteceu, que foi ele retirando os vereadores do grupo [do WhatsApp]. É claro que há um prejuízo, mas eu acho que isso é inevitável. Se não há consenso, quando o executivo apoia alguém, ele vai acabar perdendo do outro lado. Então eu vejo com bastante naturalidade esse processo”, afirmou na mesma data.

 

Ainda segundo Monteiro, a linha que separa a articulação política saudável da ingerência foi ultrapassada quando o prefeito decidiu desqualificar publicamente outros candidatos à presidência da Mesa Diretora para blindar Paula. O vereador ressaltou que a agressividade das declarações de Abílio gerou um clima desnecessário de embate na Casa de Leis.

 

“O que eu condeno nesse processo todo, na verdade, não é o apoio concedido ao lado A ou ao lado B, mas sim a forma como esse apoio foi prestado. Porque, em política, eu enxergo que forma também é conteúdo. Então, quando se invade atribuições, quando se propõe uma ação, quando se declara publicamente em uma entrevista que a única candidata que atenderia aos desejos do prefeito é fulana, [...] fica uma situação um pouco constrangedora. E aí sim eu acho que acaba extrapolando um pouco do que é ordinário. Repito, sempre vai ter desgaste, mas acho que o desgaste aqui foi um pouco mais demasiado pela postura adotada pelo prefeito”, concluiu.

 

 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você sabe as atribuições de cada cargo em disputa este ano?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Segunda-feira, 07/09/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.