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13.12.2015 | 00h00

A Tailândia depois do Tsunami

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A terceira e última parte da minha viagem a Tailândia terminou na Ilha de Phi Phi, um cenário paradisíaco e que era muito esperado por nos mochileiros. Uma das baias que compõe a área ocupada pela Ilha se chama Maya Bay e e famosa por ter sido cenário do filme A Praia, protagonizado por Leonardo Dicaprio em 2013. Mas, o mais fascinante foi testemunhar o paraíso que foi reconstituído após o Maremoto de 2014, que matou 228 mil pessoas na Tailândia e outros 13 países da Ásia e África.

Assistir os vídeos pela internet registrando as ondas gigantes na Tailândia e destruindo moradias, comércio e matando pessoas em segundos parecia ficção diante da beleza que eu encontrava ao chegar à Ilha de Phi Phi. No dia 26 de dezembro de 2014 ondas de ate 15 metros atingiram países da Ásia e ate Somália na África em conseqüência de um terremoto de magnitude 9,1. O terceiro maior desastre do mundo e marcado até hoje pelo desaparecimento de corpos a destruição de cidades, que em alguns países desapareceu e custa a se recompor.

Na Tailândia a Ilha de Phi Phi esta a pleno vapor no que diz respeito à construção civil. Phi Phi e pequena em extensão, mas cresce verticalmente nos seus rochedos e montanhas. Não há praticamente veiculo automotor, com exceção de motocicletas que ajudam os moradores a carregarem mercadorias e chegarem em casa depois de um dia de trabalho. A maioria da população tailandesa por la vive do turismo, comércio e atividades afins, já que Phi Phi e um destino muito procurado por visitantes.

Dezenas de comerciantes abordaram o nosso grupo e os turistas que desembarcavam na Ilha no mesmo momento. O píer e a porta de entrada para visitantes e fonte de renda da população tailandesa naquele paraíso.

No nosso segundo dia partimos para um passeio de barco no entorno da Ilha de Phi Phi, passando pela praia do Bambu e Praia dos Macacos, onde realmente encontramos macacos e seus filhotes. Foi uma cena linda e exótica para os meus amigos urbanos de São Paulo e Europa. Mas somente o começo das andanças e maravilhas que ainda estavam por vir.

No dia seguinte partimos rumo a Maya Bay, onde um cenário de filme estava nos esperando. Guiados por uma equipe de primeira linha, chegamos a baia no final de tarde, quando as dezenas de barcos que invadem o lugar, partiam de volta para Phi Phi. Aquele era o momento mais apropriado para explorar o lugar. Logo na chegamos mergulhamos para ver os coloridos peixes e entrar os primeiros tubarões, de cerca de 1 metro. Um dia depois, eu viria dois deles passarem a meio metro de distância das minhas pernas, na água da praia. Nada aconteceu, estou viva.

Aquela noite foi mágica. Ao redor da fogueira tivemos um jantar exclusivo na praia de Maya Bay com direito a violão e musicas. Foi um dia a parte, que só tenho a agradecer a Deus e toda minha persistência em conhecer aquele paraíso. Dormimos no convés do barco com a lua e as estrelas nos cobrindo e alimentando nossa noite.

No balançar do barco eu só me lembrava dos meus avos e tios pescadores que no alto-mar, tem a experiência de passar ate 40 dias, tendo como vizinhos a água salgada e o céu. Como conseguiam eu me perguntava? Naquela noite somente escutávamos o barulho da bandeira da Tailândia, que balançava ao vento forte que nos fazia sentir frio na madrugada.

O amanhecer do sol por volta das 6h30 foi espetacular. Voltamos à praia e curtimos a manhã para fotos. Sem sinal para telefone, internet, eu só me esforçava para guardar aquele dia na memória como um sonho que consegui viver. A Tailândia foi um destino único e marcante, que eu recomendo para qualquer pessoa. A quantidade de brasileiros que aparecem por lá e grande. A certeza disso foi constatada pelos guias do passeio a Maya Bay. Um tailandês chamado Coco e outra guia da indonésia arriscavam palavras em português para lá de engraçadas, resultado da influencia turística brasileira. Cada brasileiro que participa dos passeios ensina frases prontas que só fazem tornam o passeio ainda mais animado e único. No final brasileiro e aquela parte da festa que não pode faltar e faz toda a diferença.

Amanda Alves é repórter e escreve da Austrália sobre a vida que pode ser experimentada.? amandyta.alves@gmail.com

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