julgamento 03.12.2021 | 14h42
Foto: Reprodução
O juiz Orlando Faccini Neto transformou, nesta sexta-feira (3), a testemunha de acusação do Ministério Público, Gianderson Machado da Silva, funcionário de uma empresa que fazia a manutenção dos extintores da boate Kiss em informante.
A decisão foi motivada após o advogado de defesa do réu Mauro Hoffmann, Bruno Seligman de Menezes, ter citado no tribunal do júri uma publicação da filha de Gianderson se manifestando sobre o julgamento. O nome da filha de Giandersonfoi foi parar nos Trending Topics do Twitter e apagado na sequência. No entanto, a publicação foi exibida no plenário.
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No texto compartilhado em uma rede social a jovem, de 19 anos, escreveu: “Meu pai é o próximo a depor no caso da Kiss, que ele fale tudo! Que esses donos da boate apodreçam na cadeia!!!” Questionado por Menezes no tribunal, Gianderson confirmou que era o nome da filha e a partir de então o magistrado decidiu que de testemunha de acusação, o funcionário especializado em manutenção de extintores seria ouvindo apenas como depoente.
De acordo com a defesa, a postagem compromete a credibilidade do depoimento porque mostra "pré-disposição a condenar os acusados".
Depoimento
Em depoimento, Gianderson Machado da Silva, disse que fazia a manutenção dos extintores da casa noturna uma vez por ano. “Nossa função era avisar os cliente que vão vencer os extintores.”
“O senhor revisou esse extintor meses antes. Ele teria que estar funcionando?”, questionou o Ministério Público. “Se não estava pode ter sido violado, mexido, tirado o pino, derrubado. Pode acontecer.” Gianderson disse que verificou quatro extintores em funcionamento e que compareceu à boate durante três anos. “Os três anos que eu fui, dentro do mês de vencimento, foi efetuado a recarga. As recargas são feitas uma vez por ano. O cliente tem que apresentar a recarga para a renovação do alvará. Não é comum um extintor revisado falhar”, disse o informante.
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