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ENQUETE DO GD 29.08.2026 | 14h03

Fala de candidato sobre feminicídio gera debate; 68% dos internautas defendem lei específica

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Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

Uma enquete realizada pelo portal Gazeta Digital apontou que a maioria dos leitores defende a existência de legislação específica e punições mais severas para crimes cometidos contra mulheres por razões de gênero. O resultado ocorre em meio à polêmica provocada por declarações de um dos candidatos à eleição, questionando a diferenciação entre feminicídio e homicídio.

 

Na enquete: “Candidatos voltaram a contestar a lei do feminicídio. Qual sua opinião sobre a legislação?”

 

A opção ‘A lei é essencial e as penas para crimes de gênero devem ser duras’ recebeu 47% dos votos. Outros 21% dos participantes escolheram a opção “A punição é essencial, assim como o combate ao machismo”.

 

Somadas, as duas alternativas representam 68% da votação e apontam apoio à existência de mecanismos específicos para enfrentar a violência de gênero.

 

Por outro lado, 32% consideraram a legislação desnecessária, sob o argumento de que o Código Penal já prevê punição para homicídios independentemente do sexo da vítima.

 

O debate ganhou força na última semana após um candidato afirmar que não vê diferença entre feminicídio e homicídio e defender que não sejam criadas leis diferentes para homens e mulheres.

 

“Não tem que ter lei para homem e/ou mulher”, afirmou o candidato. Na sequência, questionou a diferenciação das legislações e comparou a medida ao sistema de cotas. Ele também disse que mulheres que matam homens não recebem a mesma atenção no debate público. Para ele, a discussão sobre violência deveria considerar os dois lados.

 

“Seja a mulher a matar o homem, porque também tem e tem muito desse crime. Eu não vejo dar tanta ênfase nisso também, como o inverso”, declarou.

 

As declarações ocorrem em um cenário de preocupação com a violência contra a mulher em Mato Grosso. Entre janeiro e agosto deste ano, 31 mulheres foram mortas no Estado, conforme dados já divulgados. Paralelamente, a Operação Mulher Segura intensificou as ações contra a violência doméstica.

 

Em 76 dias de atuação, a operação contabilizou 1.097 prisões de homens acusados de violência contra mulheres. Desse total, 967 ocorreram em flagrante e mais de 130 foram cumpridas por meio de mandados de prisão preventiva.

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