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CURIMBA 01.10.2019 | 09h05

Festival celebra cultura e resistência da umbanda em Cuiabá

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Em ato de resistência, guiado pela cultura e tradição, comunidade umbandista de Cuiabá se prepara para o 5º Festival de Curimba, que acontece no dia 5 de outubro no teatro da Escola Estadual Presidente Médici, na avenida Mato Grosso.

 

Presente nas celebrações e rituais das religiões de matrizes africanas, curimba nada mais é do que o nome do grupo responsável pelos toques e cantos, ou seja, são os cantores e percussionistas.

 

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Acredita-se que os sons emitidos pela curimba afastam as energias negativas, limpando o ambiente. Conforme Marcelo Passos, que é organizador do festival e músico, trata-se de uma celebração, mas que não deixa de lado o cunho religioso. 

 

“Não são rituais, mas, são fragmentos culturais da religião, expressas por meio da dança, música e reverências aos guias e orixás”. 

 

São esperadas 300 pessoas durante todo o evento, que começa às 15h. “Teremos 10 músicos de Cuiabá e mais 3 atrações nacionais”, lembrou Marcelo. Entre as atrações estão, Beatriz Nascimento, Marcio Barravento e Dan Soares. 

 

Preconceito 

Conforme Passos, que viaja muito para celebrações em todo o país, ainda há um preconceito por grande parte da sociedade, não só contra os umbandistas, mas também contra outras religiões de matrizes africanas.

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Umbanda Curimba

 

“As vezes eu saio com as roupas do santo, passo pelas pessoas, e sinto olhares das pessoas, julgamento. Mas é que eles vêm carregando essa ideia cultura, de que é errado, que é ruim”, disse. 

 

Apesar de a comunidade sentir o preconceito em pequenas ações durante o dia a dia, ele lembra que muita gente não assume a religião por medo. “Ainda há quem faça isso, infelizmente muitas portas se fecham para nós”.

 

Marcelo conta ainda que, apesar de haver registro de ataques contra centros e terreiros ocasionalmente, os locais sofrem perseguição de vizinhos que argumentam poluição sonora.

 

“Sofremos ataques por conta das celebrações, da música, do canto. Há denúncias que são feitas 18h, sabemos que há uma lei e que vale a partir das 22h. Então, fora questões do dia a dia, a gente sente esses tipos de preconceito e perseguição”.

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