defesa quer cautelares 14.01.2026 | 17h00

jessica@gazetadigital.com.br
Victor Ostetti
O juiz Pierro de Faria Mende, da Primeira Vara Criminal de Várzea Grande, negou liberdade ao policial militar Raylton Duarte Mourao. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (14) e diz respeito a pedido da defesa do réu para que sua prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares.
Na avaliação do magistrado, diante da acusação contra o militar, é alternativa insuficiente a mudança de regime prisional. O PM está preso desde setembro do ano passado e responde pelo assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, executada a tiros ao deixar sua casa, na manhã do dia 11 de setembro.
Conforme consta na decisão, o magistrado avaliou que permanece a conclusão de que a prisão preventiva se trata de medida necessária para assegurar a ordem pública, diante da gravidade concreta dos fatos imputados na inicial, revelada, especialmente, pelo modus operandi, em princípio, empregado para a prática dos delitos.
“Portanto, a gravidade concreta, neste momento, revelam a inadequação e insuficiência da fixação de medidas cautelares diversas da prisão. 6. Diante do exposto, por permanecerem os fundamentos ensejadores da custódia cautelar, MANTENHO a prisão preventiva do acusado RAYLTON DUARTE MOURAO”, diz trecho da decisão.
Além de Raylton, está preso Vitor Hugo Oliveira da Silva, que pilotava a moto para que o PM atirasse contra a vítima.
Em dezembro, foi realizada a primeira audiência referente ao caso. Na oportunidade, o juiz também negou pedido da defesa para revogar a prisão preventiva.
O caso
A personal Rozeli da Costa Sousa Nunes, 33, foi morta com tiros no rosto, em 11 de setembro de 2025, quando estava dentro de seu carro ao sair da residência onde morava, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Rozeli não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, dentro de seu veículo.
Câmeras de segurança próxima ao local flagraram o momento do ataque, quando dois suspeitos passam em uma moto, enquanto um deles atira e o outro pilota o veículo. As investigações chegaram ao policial militar Raylton Duarte Mourão, a quem Rozeli processava por um acidente de trânsito em uma ação no valor de R$ 24.654,63.
Após dias foragido ele se entregou. O PM relatou em depoimento que, após cometer o crime, teria ido ao Estado do Pará para jogar a arma usada no assassinato em um rio. Ele afirmou ainda que matou a personal sob influência de um “demônio” que o atormentou por 3 dias, após receber uma notificação judicial contra ele e sua empresa.
No final do mês de setembro, Vitor Hugo Oliveira da Silva, o homem que pilotava a moto usada para cometer o assassinato, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-070, indo para Cáceres. Vitor era ex-funcionário de Raylton e confessou que recebeu R$ 500 após o crime, para garantir seu silêncio.
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