deu em a gazeta 19.10.2023 | 11h02

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
José Odair Ildefonso Ribeiro, 43, o “Negão das duas mulheres”, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Colniza (1.065 km a noroeste) pelo homicídio tentado qualificado de D.P..S., e pelos crimes de tortura, cárcere privado e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido com numeração suprimida. De acordo com a sentença, a pena será cumprida em regime inicial fechado e o condenado não terá o direito de recorrer em liberdade.
O crime foi praticado no dia 13 de maio de 2022, na residência em que o condenado vivia com a vítima e a irmã dela, no distrito de Taquaruçu do Norte.
Tão logo a polícia tomou conhecimento dos fatos foi ao local e se deparou com a jovem em estado gravíssimo, em decorrência de uma forte infecção. Foi montada uma força-tarefa e, após 3 dias de buscas, em região de mata fechada, o criminoso foi preso.
Odair havia obrigado a outra mulher dele, irmã da vítima, a fugir com ele. O casal estava com as crianças dos dois relacionamentos que passavam privação durante o período que foram mantidas em cativeiro.
O promotor de Justiça substituto, Bruno Barros Pereira, atuou na acusação. Conforme a denúncia do Ministério Público, a vítima, com 21 anos na época, sofreu todas as agressões diante da filha de 9 meses. Só não foi assassinada porque o cartucho da arma de fogo estava molhado e não disparou, não consumando o crime por circunstâncias alheias à vontade do agressor.
Ela teve o clitóris cortado com uma faca. Foi localizada debilitada com uma grave infecção no dia seguinte e encaminhada ao Hospital Regional. O agressor havia fugido para a mata com a irmã dela, de 23 anos, e 3 crianças. Na época, as buscas foram comandadas por equipe da Polícia Civil, que apurou que o agressor havia trazido as duas irmãs do estado de Rondônia.
Ambas apresentavam um quadro de retardo mental. Com a mais velha ele teria dois filhos e, com a vítima, a criança de 9 meses, que também foi levada para a região de mata na fuga.
“Não satisfeito em torturar a vítima por horas por meio de agressões físicas e mentais (...), o denunciado pediu para a vítima abrir as pernas e disse-lhe que cortaria suas partes íntimas para não mais ter relações sexuais e não sentir prazer com outro homem, bem como para lembrar-se dele quando fizesse sexo e com o auxílio de uma faca cortou suas partes íntimas”, afirma o MPMT na peça acusatória. José Odair ainda manteve as vítimas em cárcere privado, não permitindo que saíssem de casa para pedir socorro.
As mulheres foram resgatadas 24 horas após o início das agressões.
Leia mais sobre Polícia na edição do Jornal A Gazeta
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
V. Silva - 19/10/2023
Já existe estudos e leis por deputados sugerindo que o "Código Penal estipula a pena de reclusão de 12 a 30 anos para o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino/(feminicídio)." Precisamos que os políticos revejam a pena de reclusão para crimes de feminicídio, no entanto estes políticos na grande maioria são mercenários depois que entram no poder legislam para interesse próprio e dos gestores governamentais.
1 comentários