NESTA QUARTA 20.01.2026 | 10h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/ TJMT
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat) anunciou que a greve prevista para essa quarta-feira (21), acontecerá normalmente, mesmo diante da decisão do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, que julgou ilegal e determinou a suspensão do movimento.
No documento, o magistrado reitera que não houve uma prévia tentativa de negociação ou comprovação de frustração de tratativas, além da não apresentação do estatuto social da entidade sindical e sem o plano de manutenção dos serviços essenciais por parte do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat).
Em entrevista ao Gazeta Digital, o presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues, afirmou que a categoria decidiu manter a paralisação e que o movimento desta quarta-feira está confirmado, inclusive com um manifesto junto aos demais servidores públicos da Federação Sindicalista dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP-MT), diante da cobrança pela Revisão Geral Anual (RGA) de 2026 e a não recomposição do benefício de pelo menos 7 anos.
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“A greve está mantida. Amanhã, a partir das 8h, todos os servidores públicos estarão reunidos em frente à Assembleia Legislativa para o manifesto em defesa do RGA. Lá, os servidores do Poder Judiciário irão decidir se vão cumprir ou não a decisão judicial. O departamento jurídico do sindicato já está tomando todas as medidas cabíveis”, declarou.
Como noticiado pelo Gazeta Digital, a paralisação começa nesta quarta-feira (21), às 8h, e ocorre após o governo do Estado vetar o reajuste de 6,8% do Reajuste Geral Anual (RGA), reivindicado pela categoria e aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no ano passado. Segundo Rosenwal, a decisão pelo movimento paredista foi tomada há semanas, após assembleias com os sindicalizados, e não haverá recuo, mesmo em caso de eventual convite para negociação.
Dos cerca de 5.500 servidores do Poder Judiciário em Mato Grosso, aproximadamente 1.500 são cargos comissionados e não devem aderir à paralisação. Ainda assim, a expectativa é de forte adesão. “Só não para quem é cargo de comissão. No restante, mais de 3 mil servidores vão parar”, concluiu.
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