PODE CHEGAR EM 9,26% 21.01.2026 | 11h00

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ALMT/ Montagem GD
A presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP/MT), Carmen Machado, afirmou que a categoria aceitaria uma contraproposta do governo de 5% de reposição inflacionária, além dos 4,26% de RGA (Revisão Geral Anual) encaminhado à Assembleia Legislativa (ALMT) para votação, para iniciar as negociações dos valores retroativos que não foram pagos no Estado.
A declaração ocorre após o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União), ter dito que a base buscaria se reunir com o governador Mauro Mendes (União) para tentar melhorar o percentual da RGA.
“Se fosse os 4.26% mais os 5%, seria razoável para dar início à quitação deste passivo. Mas com um cronograma de quitação desta dívida durante o ano de 2026, e posteriormente no próximo ano, caso não quitarmos os 19.58% atrasados”, disse durante a mobilização do funcionalismo público nesta quarta-feira (21) em frente ao Parlamento Estadual para acompanhar a sessão que ocorrerá às 14h.
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Para Carmen, o governo precisa reconhecer a dívida com os servidores públicos, e que a atual situação financeira do Estado garantiria o pagamento integral do percentual de 19,58% que não foram pagos entre 2018 e 2022.
“Temos consciência técnica de que pode pagar esse passivo de forma integral sem comprometer obras estruturantes e para o Estado. Entretanto, nós aceitamos o parcelamento. Nós estamos aguardando que essa proposta venha por parte do governo para sentar. Afinal, o que nós sempre estamos pedindo é uma mesa de negociação permanente. É preciso que o governo reconheça e assuma essa dívida com milhares de servidores”, pontuou.
O governador Mauro Mendes (União) não reconhece os valores atrasados da RGA, e afirmou que não cederá nenhum milímetro a mais.
Porém, o governo atrasou o envio da proposta do pagamento da RGA para 2026, temendo ser derrotado na Assembleia, já que deputados defendem a inclusão de uma emenda condicionando o pagamento dos 19,58% atrasados, com o excesso de arrecadação do Estado, que nos últimos anos está em uma média de R$ 6 bilhões a mais do que previsto na Lei Orçamentária.
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