conciliação entre estado e pescadores 02.04.2024 | 11h40

pablo@gazetadigital.com.br
ROSINEI COUTINHO/SCO/STF
Terminou sem consenso a reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) entre pescadores e os governos do Estado e Federal sobre a Lei da Pesca. A regra proíbe a comercialização e transporte de 12 espécies de pescados dos rios mato-grossenses. Durante o encontro, o ministro André Mendonça se irritou.
A negativa se deu por conta da proposta apresentada pelos representantes dos pescadores, que solicitaram a redução da proibição da pesca de 12 para 8 espécies, liberando o pintado/surubin, piraputanga, trairão e tucunaré, além da redução de 5 para 3 quilos e um exemplar para o pescador amador. Já as espécies: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, piraíba, pirara e pirarucu, permaneceriam vetadas.
Tanto o governo do Estado, representado pelo chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), quanto o federal via Ministério da Pesca, rejeitaram a proposta. “O governo federal apresentou uma posição nova de incompetência para legislar sobre o tema. Por isso não houve consenso. Nós mantivemos a nossa proposta que foi transformada em lei. Agora é o ministro que vai decidir”, disse Garcia ao
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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (União), também participou da audiência e lamentou a falta de consenso. “Não é o que queríamos, mas como não se chegou a um acordo, vamos ver o que o ministro vai decidir”, disse.
Ele também afirmou que um dos questionamentos da União é que a Lei aprovada afetaria a aposentadoria em regime especial dos pescadores artesanais.
Sem acordo, o ministro irá solicitar um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) antes de decidir se suspende ou não a Lei da Pesca de Mato Grosso.
Confusão
Durante a reunião, houve uma irritação do ministro André Mendonça com a fala da presidente da Associação do Segmento da Pesca de Mato Grosso (Alcape), Nilma Silva. Ao apresentar a defesa da proposta de acordo e depois concordar com as declarações do governo federal.
Nilma afirmou que o principal problema que tem afetado os peixes dos rios mato-grossenses não é a pesca, mas o garimpo, mercúrio, dragas e usinas. Citou que a família do governador Mauro Mendes (União) teria negócios nessas áreas.
“Está cassada a palavra, a senhora não tem decoro. Consegue ultrapassar os limites. Não será mais concedida a palavra a ninguém, o direito de voz nós conquistamos, e temos que ter responsabilidade dentro do Supremo Tribunal Federal”, disse o ministro.
No início da fala, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) chegou a filmar Nilma, contudo o ministro o repreendeu e ele afirmou que apagou a gravação.
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Aparecida ribeiro - 03/04/2024
Está sim bem representados pela dona Nilza...parabéns Nilza pela sua coragem ...os pescadores estão bem representados....força
Valdenice Tavares da Silva - 02/04/2024
Falar a verdade é crime neste país.
alberto - 02/04/2024
Infelizmente é isso tentam politizar algo tão nobre como essa situação laboral dos pescadores artesanais, essa senhora mostrou na prática como funciona a coisa da IDEOLOGIA e do PARCIALISMO...a falta de ética e moral no trato com as coisas que afetam nossa sociedade dá nisso... O Ministro André com sua retidão tomou a ação correta para frear essa fala infeliz dessa senhora...uma pena que os pescadores não estão bem representados.... Enquanto não se atinarem não pelo protagonismo muitas vezes ou na maioria fabricado por meia-dúzia teremos essas más situações, e que ora foi em nossa maior corte... Tentou atacar o Governador para uma causa que não sustentou de forma correta ou justa mas tentou sim se elevar em sua narrativas para se auferir algum ganho político. Sinto sinceramente pelos pescadores...de Mato Grosso
3 comentários