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contra privatização 26.10.2020 | 07h50

DAE tem dívida de R$ 100 milhões, denuncia Emanuelzinho

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Noelisa Andreola

noelisa@gazetadigital.com.br

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O deputado federal e candidato a prefeito de Várzea Grande, Emanuel Pinheiro Filho (PTB), o Emanuelzinho, revelou que o 

Departamento de Água e Esgoto (DAE) possui uma dívida de mais de R$ 100 milhões. 

 

A declaração ocorreu durante live do na sexta-feira (23). "Uma dívida milionária, o DAE é deficitário e não consegue fazer a água caminhar até o chuveiros das pessoas".


Apesar da situação, de acordo com o candidato, caso eleito, não irá privatizar o serviço de água de Várzea Grande.

 

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"Eu prezo para que seja municipal, porque senão eu não tenho a certeza que irei controlar a tarifa. Eu não posso aumentar o preço se a água não está chegando, se as pessoas estão dependendo de caminhão pipa, se as pessoas estão dependendo de ter de comprar a água", afirmou.


Ele ainda reforçou que a sua intenção é que os interesses econômicos privados não prevaleçam sobre o interesse do cidadão e que irá blindar o DAE com engenheiros e técnicos.


VLT em VG

A respeito da conclusão do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT), Emanuelzinho se mostrou favorável à conclusão do modal e criticou a omissão de antigos gestores.


"As últimas administrações optaram pela omissão. Nós vamos convidar o prefeito de Cuiabá e o governo do Estado e fazer um diálogo em torno da viabilidade política para o VLT. É importante a conclusão por ser um modal moderno, autossustentável, tudo que eu projeto pra Várzea Grande nos próximos 4 anos", disse.


Porém, para o candidato, o problema é complexo e tem vários aspectos que impedem o seu término. "Tem 3 problemas: judicialização, viabilidade econômica e tarifa. Se o governador quiser concluir o VLT estou pronto para trabalhar nesse sentido, se ele não quiser, eu preciso de um plano B para Várzea Grande. E o nosso plano seria revitalizar a avenida da FEB garantindo um alargamento por causa do tráfego intenso".


O candidato chegou até a alfinetar o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM). "Se ele optar por não fazer, que é a impressão que eu tenho, porque em dois anos não se mexeu um 'pauzinho' para se concluir o VLT na Secretaria de Mobilidade Urbana, na qual já estive lá várias vezes".


Pandemia covid-19

O parlamentar comentou sobre suas estratégias para agir na cidade pós-pandemia do coronavírus. "Vamos trabalhar para concluir o Parque Tecnológico, tendo em vista que lá iremos conseguir terminar o IFMT, trazer universidades como a Unemat, empresas do ramo de tecnologia. Conseguindo trazer aparato tecnológico, empresas que agreguem valor, a gente consegui aumentar oferta de emprego. Além disso, queremos trabalhar em parceria com a Fiesp, para que a gente possa apresentar a Várzea Grande do futuroo e por isso eu tenho que qualificar mão de obra".


Oligarquia familiar

Emanuelzinho rebateu sobre seus adversários que falaram da dominação de certos sobrenomes na política mato-grossense, a famosa "familiocracia". "O novo não está necessariamente no nome da pessoa, e sim na forma de fazer política, na forma de se enxergar a administração pública".


Conforme o candidato a cidade foi esquecida. "Por décadas, Várzea Grande ficou no 'bê-a-bá' porque não se buscou investir nas pessoas, não se preocupou em fazer a água chegar nas torneiras, não se preocupou com a mãe trabalhadora que precisa colocar seu filho na escola e ter hora estendida, nas mães que ficam acampadas em filas da creche, com os inúmeros campos abandonados, os espaços que são puro mato".

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