bons resultados 01.07.2023 | 14h33

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
Números do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última quarta-feira (28), cristalizaram um cenário que já vinha sendo apontado por especialistas do setor socioeconômico: o Centro-Oeste, em especial Mato Grosso, em franca ebulição, enquanto o restante majoritário do Brasil estagnado ou em declínio.
Para o deputado federal José Medeiros (PL) e o estadual Cláudio Ferreira (PTB), a evolução populacional é explicada essencialmente pela força do agro, capaz de gerar uma rede de empregos e riquezas imensuráveis.
Leia também -2 novos trechos da BR-163 estarão em obras em 2024
A população mato-grossense saltou de 3.035.122 habitantes, em 2010, data do último Censo, para 3.658.813 moradores, em 2022, o que representou uma taxa total de crescimento populacional de 20,5%. O número é mais que o triplo da média de evolução de todo o país, que ficou em 6,5% no mesmo período, e fez o estado subir três posições no ranking nacional. Mato Grosso torna-se agora o 16º estado mais populoso, deixando Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas para trás, em comparação a 2010, quando o estado pantaneiro era o 19º estado do país em população.
O estigma de “Brasil que está dando certo”, cada vez mais atribuído ao Centro-Oeste e, de maneira mais específica, a Mato Grosso, é facilmente explicado pela oferta elevada de postos de trabalho dentro da ampla cadeia, direta e indireta, do agronegócio, na visão de Cláudio Ferreira. “Não temos tido uma taxa de natalidade, combinada com um avanço de expectativa de vida, que justifiquem sozinhos o aumento tão acentuado da população, então obviamente que são as inúmeras oportunidades profissionais que estão atraindo famílias inteiras para nossa região. Isso faz com que caia por terra completamente a narrativa de boa parte dos ditos “progressistas” do país que têm a coragem de atribuir às commodities a função única de enriquecer apenas os grandes produtores. Isso não é verdade e Mato Grosso, cientificamente, comprova isso”, analisou Cláudio.
Já Medeiros comemora o destaque mato-grossense até mesmo em relação aos estados vizinhos. “Óbvio que Goiás e Mato Grosso do Sul são irmãos do nosso estado e não existe essa competição aberta, mas do ponto de vista prático acabamos concorrendo na atração de novas empresas e também na chegada de mão de obra vinda de outros centros. O Censo mostra Mato Grosso crescendo 20,5% em 12 anos, enquanto Goiás e nosso xará, que foram igualmente destaques nacionais, avançaram 14,55% e 12,56%, respectivamente. A média de todo o Centro-Oeste ficou em 15,86%, ou seja, em torno de 5% abaixo dos números de Mato Grosso. Isso não é só um bom parâmetro, mas um prenúncio de que as soluções do país passam por aqui e então que o Governo Federal entenda isso, independente de quem seja o presidente”, pontuou o deputado federal.
Medeiros usou os números apresentados pelo IBGE para criticar a política do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de se colocar como opositor ao principal setor de sua economia. “É como se um príncipe da Arábia Saudita resolvesse se opor aos xeiques do petróleo daquele país, que sabemos que possível na atividade a principal engrenagem da economia deles. É uma sandice sem tamanho e o mais irônico é que quando o agronegócio dispara em mais de 20%, como foi no primeiro trimestre desse ano, puxando o PIB do país para cima, o que mais vi foi petista tendo a coragem de elogiar o Governo Federal por isso”, ironizou.
Infraestrutura
Embora os números sejam animadores, o grupo de parlamentares conservadores é unânime em expor a apreensão quanto a possíveis retaliações do PT sobre chegada de investimentos ao Centro-Oeste, principalmente que evoluam a infraestrutura dos estados e contribuam para um desenvolvimento ainda mais acentuado. Isso porque Lula sabe que a região foi majoritariamente contra seu retorno ao comando do país.
“Em Mato Grosso, o ex-presidente Jair Bolsonaro concluiu o trecho da BR-163, que leva a produção do médio-norte de Mato Grosso para o Porto de Miritituba, no Pará, não conseguiu evoluir mais os projetos de ferrovia e até de pavimentação de outras BR’s para o nosso estado devido a imensa burocracia e ativismo judicial que existem nesse país, mas acelerou o distrato com a Odebrecht para, enfim, avançarmos na duplicação de Cuiabá a Sinop. Eu espero que o atual presidente olhe Mato Grosso por sua importância estratégica e não somente pelo seu contexto eleitoral, que ainda é pequeno no comparativo do país. Mas diante da vingança que está tão alto nas políticas de gestão, como temos assistido, é possível prever o Brasil pagando essa conta”, concluiu Medeiros.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.