Publicidade

Cuiabá, Segunda-feira 23/03/2026

Política de MT - A | + A

tema em debate 23.03.2026 | 14h18

Empresário adota escala 5x2, mas destaca prejuízo ao trabalhador com fim da 6x1

Facebook Print google plus

TV Vila Real

TV Vila Real

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior,  reforçou suas críticas à proposta de fim da escala 6x1. Ele expõe preocupação com os impactos da Reforma Tributária, ao afirmar que ambas as medidas podem pressionar custos e reduzir o poder de compra do trabalhador.

 

Durante entrevista, o dirigente ao Jornal do Meio Dia desta sexta-feira (20), o empresário  reforçou que parte das empresas já adota modelos mais flexíveis, como a jornada 5x2, caso do setor administrativo de seus próprios negócios. Ainda assim, destacou que a redução de um dia na jornada semanal, sem alteração salarial, tende a gerar efeito contrário ao esperado. Segundo ele, a medida obrigaria a contratação de mais funcionários em um cenário já difícil de mão de obra, elevando os custos das empresas.

 

Leia também - Prazo de auditoria é prorrogado e Chico 2000 segue afastado da Câmara

 

“Nas minhas empresas, o administrativo já trabalha no 5 por 2. Então, quando a gente tem que mostrar para o trabalhador que isso não é benéfico para ele financeiramente, porque isso vai onerar nós, empresários, nós vamos ter que contratar mais pessoas num momento tão difícil de contratação e isso quer dizer que nós vamos onerar o custo da empresa. Esse custo será repassado ao produto final, e o trabalhador, mesmo ganhando o mesmo salário, vai perder poder de compra”, afirmou.

 

O presidente reconheceu que a proposta pode trazer ganho em qualidade de vida, mas ponderou que o impacto econômico precisa ser considerado. Ele rebateu ainda comparações com críticas históricas feitas pelo empresariado ao 13º salário e ao adicional de férias, defendendo que há alternativas mais eficazes para beneficiar os trabalhadores.

 

Como solução, o dirigente defendeu a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento. Segundo ele, atualmente os encargos podem chegar a cerca de 80% sobre o salário, e a diminuição desse peso poderia resultar em aumento real na renda.

 

“Se incorporar isso ao salário, quem ganha R$ 2 mil poderia passar a ganhar R$ 3.600. Isso sim é ganho real para o trabalhador”, disse.

 

Sobre a reforma tributária, o presidente da Fecomércio alertou para possíveis prejuízos a estados produtores como Mato Grosso. Ele explicou que, com a mudança na cobrança de impostos para o destino final do consumo, unidades federativas com menor população tendem a arrecadar menos, mesmo sendo grandes produtoras.

 

“Mato Grosso produz muito, mas consome pouco. A tributação ficará na ponta, nos estados mais populosos, enquanto ficamos com os impactos da produção”, criticou.

 

Segundo ele, a mudança pode beneficiar grandes centros consumidores em detrimento de estados com forte base no agronegócio. Ao final, o dirigente reforçou que o setor empresarial não é contrário a melhorias para os trabalhadores, mas defendeu que as mudanças sejam feitas com equilíbrio para evitar efeitos negativos na economia.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você ainda costuma comprar ovos de Páscoa?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Segunda-feira, 23/03/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.