descobertas na execução 05.03.2026 | 16h05

redacao@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/GD
O governador Mauro Mendes (União) atribuiu a demora nas obras do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá, às "surpresas" encontradas no decorrer da execução. A escassez de mão de obra também é fator alegado pelo chefe do Executivo para justificar o atraso no andamento do projeto.
Recentemente, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, chegou a chamar o andamento das obras de um "caos total" e citou falta de planejamento na elaboração do projeto.
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Segundo Mendes, porém, grande parte do atraso se explica pelo surgimento de contratempos no decorrer das atividades.
"As empresas, quando estão executando [as obras], se deparam com muitas surpresas, que não tinham previsibilidade. Nós encontramos rede de água, rede de esgoto, drenagem pluvial, [tudo] que não estava previsto", argumentou o governador, em entrevista na terça-feira (3).
Ele citou um caso na avenida Miguel Sutil, quando o antigo Consórcio VLT comunicou ao governo do Estado que o viaduto na altura da Todimo estava comprometido. Agora, novas obras acontecem na região.
"Naquela trincheira da Miguel Sutil, a antiga empresa VLT comunicou oficialmente que aquele viaduto que ela tinha feito, que está ali na [altura da] Todimo, estava comprometido, que teria que ser demolido. Quando nós licitamos aquela obra, não tinha nada disso, a gente só ia escavar por baixo, abrir, e fazer os acabamentos. A obra deveria estar pronta há muito tempo. Aí apareceu uma carta do Consórcio VLT dizendo 'nós reconhecemos que houve falha técnica na execução' e que esse viaduto precisa ser demolido", mencionou Mendes.
Além disso, o governador afirmou que há ausência de mão de obra no estado.
Sobre as críticas que vem recebendo, o gestor disse que não irá iniciar novas melhorias.
"Nós temos várias obras para começar, eu deixei de começar. Se fazer obra incomoda tanto, vamos conviver com o problema pelo resto da vida", ironizou.
Nas últimas semanas, com o aumento das chuvas, diversos trechos das obras apresentaram alagamentos e interrupções. Todas as interdições causam sérios transtornos ao trânsito na capital, que já é pesado nas zonas centrais.
O projeto do BRT começou a ser executado ainda em janeiro de 2024, com atraso, a previsão de conclusão é para o fim deste ano. Contudo, Mauro Mendes já se conformou em não entregar o transporte em sua gestão.
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Adalberto - 07/03/2026
O problema não era a empreiteira anterior, ah sim problemas com rede de agua, esgoto, pluvial, nossa qualquer imbecil sabe que tem isso, ou nao?? E ainda se diz engenheiro, como que uma avenida dessa nao tem isso? E outra vou gastar só 600milhoes para colocar ônibus, onibus para rodar é muita humilhação para o povo cuiabano, desses babacas que se dizem grandes administradores, vai cata coquim..
O ATALAIA - 06/03/2026
A imprevisibilidade no direito administrativo dá ensejo a rescisão contratual, mas admite fatores externos causadores da inexecução como causa. Mas o que ocorre em MT, no caso do BRT são fatores internos como falta de planejamento estratégico, falta de projeto básico e falta de fiscalização, gerou o caos que todos nós presenciamos. Faltou também humildade para reconhecer e admitir a falta de competência da administracão pública.
Ildo - 06/03/2026
Mal caráter com o povo Cuiabano ficou quase 8 anos no governo e por birra com Emanuel não fez nada por Cuiabá e ainda mudou o VLT por BRT e assim mesmo não dará conta de fazer nem a linha central, lembrando que tem o Cóxipo que a extensão deve ser até maior só causou até agora mortes no trânsito e transtorno para a população
João Ninguém. - 06/03/2026
Quando começou as obras do BRT, e começou atrasar, o governador culpava o ex prefeito Emanuel Pinheiro, agora que não está mas na prefeitura o Emanuel, o governador não tem a capacidade em reconher sua incompetências a na construção do BRT, por isso que é chamado de MAURO MENTE.
Sebastião - 05/03/2026
Esse BRT é um tiro no pé, se devesse deixado o VLT hoje isso tudo ja estaria tudo terminado sem o governo se preocupar. Hoje esta ai , não fez as vias, as obras não termina nunca e a população sofre, isso tem um nome. INCOMPETÊNCIA.
5 comentários