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Cuiabá, Terça-feira 03/03/2026

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oitivas no decorrer da semana 03.03.2026 | 16h01

Testemunhas e réus são interrogados por morte de advogado

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Reprodução

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Começou nesta segunda-feira (2) e deve durar até quinta-feira (5) a etapa de audiência de instrução do processo referente ao assassinato do advogado Renato Gomes Nery, baleado em 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na avenida Fernando Corrêa. Ele passou por cirurgia, mas morreu horas após o atentado. Em tramitação na 14ª Vara Criminal de Cuiabá, essa fase do processo é conduzida pelo magistrado com a oitiva de testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, investigadores e, por fim, interrogatório dos 4 réus.

 

O apurou que, por envolver informações sensíveis e quebra de sigilo bancário, este processo segue sob sigilo. Na segunda-feira (2), foram ouvidos a filha do advogado, Livia Nery, os delegados Caio Albuquerque e Bruno Abreu, e Cláudio Roberto Natal Júnior, que chegou a ser investigado ao longo do processo e preso por porte ilegal de munições.

 

Leia também - Desembargador manda Estado arrumar trabalho e estudo a presos dentro da PCE 

 

Ao longo dos próximos dias também serão ouvidas testemunhas da defesa, arroladas pelos advogados de Julinere Goulart Bentos e o esposo Cesar Jorge Secchi, réus que respondem como mandantes do crime motivado por uma disputa de terras no município de Novo São Joaquim, e os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Icaro Nathan Santos Ferreira, que atuaram como intermediários em uma cadeia criminosa que culminou na execução da vítima.

 

Jackson foi o intermediário principal, coordenando o crime e realizando pagamentos parciais, enquanto Ícaro forneceu a arma usada, uma pistola Glock, configurada para disparos automáticos, e facilitou a transferência do pagamento. 

 

Disputa fundiária

O homicídio foi praticado no contexto de uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras em Novo São Joaquim (485 km de Cuiabá). A vítima havia obtido uma vitória judicial significativa, resultando em perdas financeiras para as partes adversas.

 

Não serão ouvidos neste momento o atirador confesso Alex Roberto de Queiroz Silva, e nem o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, pelo fato de o processo envolvendo os dois ter sido desmembrado. Os disparos que atingiram Renato Nery foram efetuados por Alex Roberto, instruído por Heron Teixeira. O crime teria sido motivado por promessa de recompensa no valor de R$ 200 mil.

Ao final deste ato, será aberto prazo para que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresente as alegações finais e, posteriormente, a defesa faça suas alegações finais, encaminhando ao juiz para a pronúncia ao Tribunal do Júri ou, caso entenda, pela impronúncia, absolvendo os réus. 

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