ENTREVISTA DA SEMANA 17.04.2022 | 13h53

khayo@gazetadigital.com.br
Luiz Leite
Medalhista aposentado do judô, David Moura foi nomeado secretário de Esporte de Mato Grosso na quinta-feira (7). A mudança na gestão se deu após a saída do agora ex-secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Beto Dois a Um, substituído por Jefferson Neves - que deixou vaga a cadeira na sub-secretaria de Esporte.
Em entrevista especial ao portal
, o novo gestor afirmou que pretende deixar sua marca durante o comando da pasta e não descartou a possibilidade de um eventual futuro na política.
À reportagem, o ex-judoca disse que pretende reforçar o alcance da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer na ajuda dos atletas mato-grossenses.
Apesar da pouca experiência com gestão pública, David Moura afirmou que mantém a disciplina de medalhista em aprender a lidar rápido com situações desafiadoras.
Confira a entrevista completa a seguir:
GD - Em qual contexto se deu o convite para assumir a pasta de Esporte do Estado?
Para mim, foi uma surpresa imensa. Eu tenho uma proximidade com o Jefferson e ele já me chamou algumas vezes para opinar enquanto atleta, sobretudo no Projeto Olimpus. mas eu realmente não tinha isso em mente, de forma nenhuma. Daí na semana passada ele me chamou na Secel e disse que precisava de alguém para assumir a pasta.
A princípio, eu fiquei assustado, porque não era algo que eu realmente queria. Eu passei anos da minha vida muito dedicado ao tatame, ao judô, muitas viagens e fiquei longe da minha família. E eu estava em um momento de curtir muito minha aposentadoria. Mas, ao mesmo tempo, com os projetos sociais e o Instituto Reação, é uma coisa que eu sei que está no meu sangue. Tenho essa vontade de transformar o Estado, transformar o esporte e o judô.
GD - Diante desse novo cargo, além das grandes responsabilidades, também vem uma dose de visibilidade. Você teria algum interesse, ainda que futuro, em experimentar a vida pública no sentido eleitoral?
É muito cedo (para fazer essa avaliação). Acho que o momento é de conhecer como as coisas são aqui por dentro. O que eu tenho pensando é o passo a passo. Acho que vai ser engrandecedor para minha vida. Não é um desejo meu, mas como isso também nunca foi um desejo e está acontecendo eu não descarto. Sinceramente, acho que só faria se fosse algo que fizesse muito sentido para mim.
GD - Você tem o histórico de ser um atleta olímpico, mas não tem uma história ligada à gestão pública. Como pretende lidar com essa barreira do conhecimento técnico?
Tive contato com as organizações do lado de atleta, do lado de cá. E, assim que eu aposentei, eu assumi a presidência do Instituto Reação, tendo começado a lidar com gestão. Acabei de entrar nessa sala, mas minha vida de atleta sempre me ensinou a ter disciplina e a aprender rápido. E, com a ajuda do meu irmão, que é gestor de carreira, acho que vamos montar uma boa equipe.
GD - A gestão anterior alcançou diversas camadas do esporte por meio dos editais. O que podemos esperar para esse novo momento do esporte em Mato Grosso?
Acho que tudo que está bom tem que continuar. E, na medida do possível, quero deixar uma marca, um legado. Pretendo fazer uma gestão ainda mais próxima dos atletas.
GD - Você tem uma carreira notável no judô, mas sempre contou com o aparato de vir de uma família abastada. Na sua visão, como é possível que o Estado possa ter mais atletas de alto rendimento com igualdade social, alcançando até mesmo aqueles que são economicamente excluídos?
Tem algumas coisas das quais os atletas realmente precisam. E eu, apesar de ter tido condições, cometi muitos erros ao longo da minha carreira. Eu tenho uma visão do que é mais efetivo pela minha carreira, podendo até ser mais assertivo sobre o que é mais essencial colocar dinheiro ou não.
Quando você faz a gestão de um atleta, tem ações mais baratas e efetivas do que outras. Às vezes, sei lá, você investe caro em uma viagem para a Europa pagando em euro quando poderia fazer 3 ou 4 aqui na América do Sul. Daí, o atleta poderia ter mais experiências em nações diferentes
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.