sem acordo 25.07.2019 | 16h57
João Vieira
Nesta quinta-feira (25), a greve dos servidores estaduais da educação completa 60 dias. Eles paralisaram suas atividades no dia 27 de maio e reivindicam pelo cumprimento da lei 510/2012, que prevê a dobra do poder de compra e pela restituição dos salários cortados.
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O movimento está próximo, inclusive, de ultrapassar a maior greve da categoria, em 2016, que teve duração de 67 dias. Apesar de não terem nada acordado com o Governo do Estado, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, afirmou que não se trabalha com a possibilidade de ultrapassar recordes.
"A melhor greve é aquele que não acontece porque houve um processo de conversação e negociação por parte do Governo do Estado. A gente não está percebendo isso. O nosso interesse é que a greve se resolva o mais rápido possível com a proposta para a categoria", explicou Valdeir.
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o Estado não tem condições de cumprir com o que prevê a lei 510 por falta de recursos. Por outro lado, os sindicalistas afirmam que não têm interesse em ceder.
"A categoria já cedeu bastante, inclusive apontado para o governo a apresentação de um calendário quanto ao cumprimento da lei 510. Isso já é uma concessão, agora o governo não pode vir com essa discussão de que não tem como apresentar calendário", disse o presidente.
Os sindicalistas, apesar de não quererem ceder, afirmaram estarem dispostos a conversar e negociar com o governo. Enquanto a greve não termina, eles seguem com o calendário de paralisação.
Atualmente, eles estão acampados na Assembleia Legislativa. Ainda, devido ao corte de salários, têm atividades de arrecadação de dinheiro nos semáforos e bairros.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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Ronaldo - 25/07/2019
Mauro Mendes Deus está vendo tá o que o seu governo está fazendo com a nossa categoria tá.
1 comentários