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Judiciário - A | + A

19.12.2017 | 15h50

Acusados de matar prefeito são transferidos para cadeia de Juína

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O juiz da Vara Única de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá), Ricardo Frazon Menegucci, determinou a transferência dos três presos acusados de terem participado do assassinato do prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, para o Centro de Detenção Provisória de Juína (735 Km a Noroeste de Cuiabá).

divulgação

Acusados de matar prefeito são transferidos para cadeia de Juína

A decisão foi tomada na segunda-feira (18) diante da falta de segurança da Cadeia Pública de Colniza para abrigar os custodiados, segundo o magistrado. Foram presos Zenilton Xavier de Almeida, Antônio Pereira Rodrigues Neto e Welisson Brito Silva.

Leia mais - Suspeitos por morte do prefeito são indiciados por homicídio qualificado

“No local ocorreu uma tentativa de fuga há menos de um mês, aliada à repercussão nacional dada ao fato, a referida unidade prisional não comporta o recebimento dos presentes custodiados. Assim sendo, por razões de segurança, determino a remoção dos custodiados à Comarca de Juína”, escreveu o magistrado.

Leia mais - Polícia prende três suspeitos de executar prefeito de Colniza

Os três presos são acusados de planejar e executar a morte do prefeito, ocorrida na tarde da última sexta-feira (15). O suspeito Antônio Pereira Rodrigues Neto é morador de Colniza e teria arregimentado os dois comparsas oriundos do Pará para o crime. Antônio é apontado como o mandante e também teria participado da execução do prefeito.

Segundo a polícia, eles abordaram o prefeito Esvandir dentro do seu um veículo, Toyota SW4 preta, a cerca de 7 quilômetros da entrada da cidade. O prefeito estava acompanhado da primeira-dama, Rosemeire Costa, e do secretário municipal de Finanças, Admilson Ferreira dos Santos, quando os bandidos se aproximaram e dispararam contra eles.

Reprodução

Vando morreu após levar tiro à queima-roupa

Após ser atingido, Vando ainda conseguiu dirigir até a Avenida 7 de Setembro, no centro da cidade, quando perdeu o controle do veículo e bateu o carro. Ele morreu no local. O secretário também foi atingido na perna esquerda e nas costas e segue internado.

Os suspeitos fugiram em um veículo Fiat Uno cinza, quando foram parados por uma viatura do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente).

Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, provenientes do pagamento pela execução do prefeito, segundo a polícia. O dinheiro estava em um pacote do Banco do Brasil, sendo um montante de R$ 50 mil, e outros dois volumes de R$ 10 mil. Já as armas dos crimes foram jogadas em um rio. 

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