'amigo íntimo' de desembargadores 01.08.2024 | 18h08

jessica@gazetadigital.com.br
TJ-MT
Além de buscar benefício próprio em ações das quais atuava, o advogado Roberto Zampeiri também teria “intermediado” relações entre os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, afastados no cargo nesta quinta-feira (2) por suspeita de venda de sentenças. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a apurar a conduta dos magistrados a partir de denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) de que o assassinato teria ligação com sentenças do Tribunal de Justiça.
O Corregedor Nacional, ministro Luis Felipe Salomão, determinou, além do afastamento, a instauração de reclamações disciplinares contra os dois magistrados, quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e de servidores do TJMT, referente aos últimos cinco anos.
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Agora afastados, os desembargadores têm 15 dias para apresentarem defesa.
Segundo informações divulgadas pelo CNJ, o jurista tinha amizade íntima com os desembargadores, que recebiam presentes luxuosos dele. Além de indícios de vantagens indevidas.
A Corregedoria Nacional aponta ainda que, “em paralelo com a incomum proximidade entre os magistrados e o falecido Roberto Zampieri”, os autos sugerem, “efetivamente, a existência de um esquema organizado de venda de decisões judiciais, seja em processos formalmente patrocinados por Zampieri, seja em processos em que o referido causídico não atuou com instrumento constituído, mas apenas como uma espécie de lobista no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”.
Outro lado
Procurado, o Tribunal de Justiça apenas disse que recebeu a determinação e que o processo está em sigilo.
"O TJMT recebeu a decisão do corregedor-nacional de justiça, afastando cautelarmente dois desembargadores de Mato Grosso. Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho", é a manifestação do Judiciário.
O caso
Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 05 de dezembro de 2023, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na Capital. A vítima estava em uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com diversos disparos de arma de fogo. O atirador foi preso na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
O mandado de prisão de Antônio Gomes da Silva foi cumprido pela Delegacia de Homicídios da capital mineira em apoio à Polícia Civil de Mato Grosso, que investiga o crime ocorrido contra o advogado. No dia 22, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, membro do Exército e instrutor de tiro, foi apontado como intermediário do crime, sendo responsável por contratar o executor e entregar a arma de fogo.
O advogado tinha ampla atuação em processos fundiários e tais sentenças dos quais os magistrados são acusados de negociar são referentes a disputa de terras.
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Sare cristina taveira - 02/08/2024
Sabe o uqe vai acontecer ? NADA, JUIZ NO BRASIL NUNCA E PUNIDO E SE FOSSEM ATRAS TERIAM QUE FAZER UM PRESIDIO SO PRA ELES AQUI EM MT
1 comentários