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tráfico internacional de drogas 03.01.2024 | 16h05

Justiça suspende leilão de resort de luxo em Chapada usado para lavar dinheiro do PCC

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O juiz Luiz Augusto Iamassaki Florentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, suspendeu o leilão de um resort de luxo em Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá) que teria sido usado para lavar dinheiro de um esquema de tráfico internacional de drogas.

 

Durante a Operação Status, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2020, o Paraíso do Manso Resort foi sequestrado para dizimar a organização criminosa e 6 pessoas foram presas na época. Contas bancárias e outros bens da quadrilha também foram bloqueados para interromper o fluxo financeiro do esquema.

 

O juiz suspendeu o pregão depois que a União informou ao Ministério Público que o empreendimento foi construído em área federal. O magistrado pediu informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ele quer saber se o governo federal tem interesse em incorporar o imóvel ao patrimônio público.

 

Leia também - Alvo de operações, Prefeitura de Cuiabá sofreu derrotas na Justiça em 2023

 

“Há que se solicitar ao referido órgão do Executivo que esclareça nos autos a efetiva viabilidade dessa incorporação, até mesmo para evitar que a área continue a ser indevidamente explorada por algum dos investigados ou por terceiros”, diz o despacho.

 

Ministério Público Federal (MPF) afirma que o resort foi registrado no nome de um “laranja”, mas que, na verdade, pertence ao clã Morinigo, o que a família nega.

 

Família já foi denunciada na Operação Riqueza como fornecedora de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigadores afirmam que o laço do grupo com o tráfico é de “longa data”. A especialidade seria a importação de cocaína, segundo o inquérito.

 

Propriedade seria usada para lavar dinheiro das atividades criminosas. Os procuradores afirmam o núcleo duro do grupo estaria divido entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas que o esquema teria ramificações em outros Estados e até fora do Brasil. O padrão de transações e a estrutura logística, ainda de acordo com a investigação, destoaria dos traficantes “domésticos”.

 

O clã Morinigo responde a uma ação penal por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. As audiências de instrução estão previstas para começar em fevereiro na 5ª Vara Federal de Campo Grande. A expectativa é que o processo se estenda por meses, em razão do número de réus (12) e de testemunhas que ainda precisam ser ouvidas antes do julgamento.

 

Outro lado

Procurado pela reportagem, o advogado informou que o resort não pertence à família Morinigo. “Eu não tenho como me manifestar sobre o imóvel porque ele não pertence aos meus clientes. É uma ilação irresponsável.”

 

A defesa afirma ainda que o Ministério Público “sonegou” documentos do caso. A Justiça Federal determinou o compartilhamento do material. “Com essa documentação, fiscal e contábil, os réus poderão apresentar estudos, laudos, pareceres técnicos para esclarecer sua evolução patrimonial”, afirma.

 

*Com informações do Estadão

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