MORTE NO SHOPPING POPULAR 16.10.2024 | 17h39

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Otmar de Oliveira
A juíza Anna Paula Gomes de Freitas, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, pronunciou Vanderley Barreiro da Silva e Jocilene Barreiro da Silva, mãe e filho, e também Silvio Júnior Peixoto para que sejam julgados pelo Tribunal do Júri pelos homicídios de Gersino Rosa dos Santos, mais conhecido como Nenê, e de Cleyton de Oliveira Paulino, cometidos em novembro de 2023. Ela manteve a prisão dos réus.
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Vanderley Barreiro da Silva, vulgo “Cigano”, sua mãe Jocilene Barreiro da Silva e Silvio Júnior Peixoto foram denunciados pelos homicídios com as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum. Silvio ainda foi denunciado pelo crime com a qualificadora de mediante paga ou promessa de recompensa e Vanderley e Jocilene com a de motivo torpe.
A magistrada considerou que há indícios de autoria suficientes e julgou procedente a denúncia, pronunciando os 3 réus para serem submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri de Cuiabá. Ainda não há data para a sessão. A juíza ainda negou aos réus o direito de recorrerem em liberdade.
“A despeito da alegação Defensiva, no sentido de que os réus possuem os requisitos para responder o processo em liberdade, (...) é pacífico o entendimento nos tribunais superiores que tais predicativos, por si sós, não induzem a concessão da liberdade (...). Acredito que a fixação de medidas cautelares diversas da prisão não se mostrará suficiente e eficiente para o acautelamento da ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal”, justificou a magistrada.
O caso
Gersino Rosa dos Santos, 43, mais conhecido como Nenê, e Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, 27, foram assassinados no dia 23 de novembro de 2023, dentro do Shopping Popular, em Cuiabá. Os suspeitos do crime são Jocilene Barreiro da Silva, Vanderley Barreiro da Silva e Silvio Junior Peixoto. O executor chegou ao local já atirando, sem dar chance de defesa aos homens.
Imagens de uma câmera de segurança mostraram o momento em que uma das vítimas caminhava pelo corredor e logo depois caía ferida. O delegado Nilson Farias informou, na época, que os crimes foram cometidos por membros de organização criminosa e havia indícios de que foram motivados por contrabando de cigarros.
Outra hipótese considerada pela Polícia Civil é que o motivo seria a morte de Girlei Silva da Silva, conhecido como "Maranhão". Ele era filho de Jocilene e ela e Vanderley acreditavam que Nenê era o culpado pelo assassinato.
Maranhão havia comprado um celular com Nenê e reclamado que o aparelho estava com defeito. Ambos tiveram uma discussão no Shopping Popular e Girlei foi morto dias depois.
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