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QUERIA FICAR EM MG 22.12.2023 | 15h02

Juíza determina que acusada de mandar matar advogado seja transferida para Cuiabá

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Chico Ferreira/ Reprodução

Chico Ferreira/ Reprodução

Decisão da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, do Plantão Criminal da Comarca de Cuiabá, autorizou o pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá para que Maria Angélica Caixeta Gontijo, acusada de mandar matar o advogado Roberto Zampieri, seja transferida para a capital de Mato Grosso. Ela pontuou que o crime ocorreu aqui e por isso a presença dela é necessária para os andamentos processuais.

 

Leia também - Juiz nega pedido de transferência de acusada de mandar matar advogado para Cuiabá

 

Conforme os autos, Maria Angélica foi presa na cidade de Patos de Minas (MG) em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá.

 

Na audiência de custódia foi apresentado o pedido da DHPP, pela transferência da acusada, e a defesa pediu que ela permanecesse naquela comarca “em razão das ameaças sofridas por ela”.

 

O juiz Rodrigo de Carvalho Assumpção, da Comarca de Patos de Minas (MG), no entanto, determinou o recolhimento dela em um presídio feminino em Presidente Olegário (MG) e a comunicação da Justiça de Mato Grosso, para decidir pela transferência ou não para Cuiabá.

 

Ao analisar o caso a juíza Monica Perri considerou que o pedido para permanência de Maria Angélica em Minas Gerais não deve ser acolhido.

 

“O crime pelo qual ela está sendo acusada de ser a autora intelectual é gravíssimo e ocorreu nesta cidade e comarca de Cuiabá. Por conseguinte, o inquérito policial e a possível ação penal irão tramitar nesta capital. Logo, a presença da custodiada se faz necessária para a realização dos atos processuais”.

 

Além disso, a magistrada pontuou que não ficou comprovado qual risco ela estaria sofrendo e, mesmo assim, o Estado de Mato Grosso pode lhe oferecer segurança. Com isso ela negou o pedido de permanência e determinou o recambiamento de Maria Angélica para a capital de Mato Grosso.

 

“Não há nenhuma comprovação de que a custodiada possui vínculos familiares em Minas Gerais e, principalmente, acerca das ameaças que alega estar sofrendo. De qualquer modo, o Sistema Prisional Mato-grossense se incumbirá de lhe oferecer a segurança necessária, mantendo-a recolhida em local adequado”.

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