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10 denúncias 11.02.2020 | 17h04

Liberdade de agente penitenciário deixa vítimas em pânico

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Reprodução

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A última vítima do agente penitenciário Edson Batista Alves, 35, falou com exclusividade ao sobre o medo que sentiu ao ver que o agressor teve a prisão convertida para o regime semiaberto, na última segunda-feira (10). “10 boletins de ocorrência, 7 vítimas. Como consegue liberdade?”, indaga.

 

A mulher, que não será identificada para preservar a sua segurança, foi mantida em cárcere privado junto com o filho de 6 anos. Ela conseguiu escapar e fazer a denúncia na Polícia Militar. Quando os policiais a socorreram, ficaram chocados com a situação que encontraram: a criança estava com o braço quebrado e ela com várias lesões pelo corpo.

 

Nesta terça-feira (11), a vítima foi atrás do botão do pânico. No entanto, ela relata que ainda se sente insegura. “Deu trabalho e consegui. Mas não me sinto segura, porque sei que não garante a minha vida. A família de todo mundo está apavorada e indignada, porque ele colocou em risco não só eu, como todas nós que somos vítimas”, disse.

 

Leia também - Juiz solta agente penitenciário denunciado por bater em 7 mulheres

 

O servidor é denunciado por ter agredido outras 6 mulheres e já cumpria medidas restritivas. Quando a conheceu, ele usava tornozeleira eletrônica. Após a sentença de regime semiaberto, a vítima demonstra sua indignação e revela que as outras mulheres também estão com medo.

 

“Estou vendo as autoridades e não sei se querem ajudar, estão esperando alguém morrer para fazer algo?”, questiona. “Ele sabe inventar história, falsificar documento... Meu medo é esse, eu sei do que ele é capaz”.

 

Além disso, a vítima revela que, pelo menos quando o conheceu, o agente tinha acesso a armas de fogo, mesmo que a sua oficial tivesse sido apreendida após a última denúncia de violência doméstica.

 

“A arma de serviço estava aprendida por causa da agressão anterior, mas ele andava com arma, porque já vi no carro várias vezes. No começo do relacionamento, ele só andava armado. Não sei se ele tinha porte, porque não acredito em mais nada do que ele diz”, relembra.

 

Última agressão
Ao contrário do que foi noticiado anteriormente, a mulher não passou a morar com o agressor e não se mudou de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Eles tinham um relacionamento de três meses e se conheceram porque ele visitava Pedra Preta (216 km ao Sul) com frequência, já que estava “desempregado” depois da última sentença.

 

Ela veio passar um fim de semana em Cuiabá com o servidor, até que ele começou a mantê-la em cárcere privado. “Quis me obrigar a morar lá, que eu largasse o emprego. Não queria me deixar ir embora de jeito nenhum”, disse a mulher.

 

Violência sem fim

Na madrugada do dia 20, ela contou que o agressor passou a se comportar de maneira machista e homofóbica com o seu filho, o chamando de “veado” e que ele seria uma pessoa “imprestável”. Quando ela estava em outro cômodo da casa, ouviu o choro do menino e percebeu que ele estava sendo agredido.

 

Diante das agressões, ele ficou ferido no olho direito. O agressor tentou “limpar” o olho do garoto com água quente, que escorreu pelo corpo da vítima, causando uma queimadura na barriga. Ao tirar satisfação do fato, ouviu que ele cumpriria a promessa de mata-los. Segundo a mulher, ele dizia várias vezes que atiraria na cabeça dela.

 

Prisão
Na noite de quarta, durante um jantar na casa de uma amiga do suspeito, ela conseguiu chamar um carro de aplicativo e se deslocou até a Base Comunitária da Polícia Militar no bairro Araés, onde fez a denúncia. Mãe e filho foram levados para a Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado.

 

Durante o registro da ocorrência, o suspeito passou na porta da delegacia em um veículo e acabou sendo identificado pelos policiais. Ele foi abordado e recebeu voz de prisão. Diante do flagrante, deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (21), no Fórum de Cuiabá).

 

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