AINDA SEM RESOLUÇÃO 17.05.2026 | 16h00

maria.klara@gazetadigital.com.br
PJC
Preso desde junho de 2025 por estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil, o médico e vereador de Canarana, Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, também responde a outro processo criminal na Justiça de Mato Grosso por calúnia, difamação e injúria. O processo sobre crimes sexuais está prestes a completar um ano e tramita sob segredo de Justiça.
Os novos documentos obtidos pela reportagem mostram detalhes da tramitação da queixa-crime movida por uma mulher, junto a 2ª Vara de Canarana.
Segundo os autos, o caso inicialmente foi protocolado no Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais, mas remetido para a Justiça Comum após a magistrada entender que a soma das penas máximas dos crimes ultrapassava o limite permitido para infrações de menor potencial ofensivo.
Na sequência, o juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva determinou o pagamento das custas processuais pela autora da ação, sob pena de cancelamento do processo. Após a regularização, o caso teve continuidade.
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Conforme os documentos, Thiago foi citado pessoalmente, mas não apresentou resposta à acusação dentro do prazo legal. Diante disso, a Defensoria Pública foi nomeada para atuar na defesa técnica.
Em março de 2026, durante audiência presidida pelo juiz Alex Ferreira Dourado, o vereador não compareceu, mesmo intimado, e teve a revelia decretada. Com isso, o processo passou a tramitar sem a presença dele.
Na audiência, a defesa tentou extinguir a ação alegando suposta irregularidade no pagamento das custas processuais, argumento rejeitado após manifestação contrária do Ministério Público.
A vítima foi ouvida e a fase de instrução encerrada. Agora, o processo aguarda a apresentação das alegações finais por escrito antes da sentença.
As novas movimentações judiciais surgem enquanto Thiago segue preso preventivamente por outro caso investigado pela Polícia Civil.
Esquema de pedofilia
Em junho de 2025, policiais apreenderam roupas infantis, brinquedos sexuais e uma grande quantidade de imagens de abuso sexual infantil durante buscas realizadas na casa e nos consultórios do vereador.
Segundo as investigações, parte do conteúdo teria sido produzida, armazenada e compartilhada pelo próprio médico. A Polícia Civil também apura denúncias de que ele mantinha relacionamento com uma adolescente, que seria submetida à exploração sexual.
A prisão preventiva foi mantida pela Justiça e os inquéritos seguem em andamento.
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