DEU EM A GAZETA 15.12.2022 | 07h21

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Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso reduzem de 41 anos e 8 meses para 24 anos e 4 meses a pena de prisão imposta pelo Tribunal do Júri ao médico Fernando Veríssimo de Carvalho, 32, condenado pelo feminicídio da médica veterinária Beatriz Nuala Soares Milano, 28, e aborto da filha do casal que se chamaria Helena.
Beatriz estava grávida de 4 meses e foi assassinada na casa onde morava com Fernando, na noite do dia 23 de novembro de 2018. Crime ocorreu em Rondonópolis (212 km ao Sul), onde o casal residia há pouco mais de 4 meses. Recurso da defesa do médico foi acolhido parcialmente, já que havia pedido para cancelar o júri realizado no dia 10 de novembro de 2021.
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Relator do recurso, o desembargador Marcos Machado, ao negar o pedido de anulação do júri, argumentou que os laudos periciais apresentados durante o júri foram satisfatórios, mas em relação à pena, assegurou que o pedido da defesa era pertinente. A decisão pegou de surpresa familiares da vítima, que residem no estado de São Paulo.
A única irmã de Beatriz, Bárbara Milano, 35, diz que a preocupação está no fato de que a redução drástica na pena possibilite que o assassino de “Bia” não cumpra os 24 anos e saia em pouco tempo da prisão.
“Se ele deixar a prisão antes dos 50 anos, com certeza fará outras vítimas, pois fica claro que tem uma mente psicopata. O fato dele poder reduzir a pena com trabalho na prisão também deveria ser revisto, no caso de um crime grave como este”.
Bárbara cita que a pena rigorosa imposta no júri, mesmo não trazendo de volta a irmã ou permitindo que a família convivesse com a sobrinha, que hoje teria pouco mais de 3 anos, pelo menos trouxe um conforto. Mas agora, vem a frustração.
Denúncia do Ministério Público mostra Fernando como um homem frio e perverso, que após executar a namorada grávida arrumou o corpo dela na cama do casal e passou a madrugada bebendo e assistindo televisão. Só pela manhã acionou as autoridades, anunciando a suposta morte natural da companheira. Mesma versão deu à família da vítima. O acusado foi preso no dia 19 de dezembro do mesmo ano.
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