INFLUÊNCIA ELEITORAL 26.05.2026 | 11h00

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Otmar de Oliveira
O superintendente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em Mato Grosso, Luiz Felipe Midon de Melo, afirmou que o órgão já vem monitorando possíveis interferências externas nas eleições gerais deste ano, bem como possível influência das facções criminosas na votação. Segundo ele, o serviço de inteligência brasileiro já vem acompanhando e monitorando tais ameaças em parceria com outros órgãos de segurança do país.
“Essas ameaças externas que possam influenciar na eleição, nós chamamos de interferência externa. Então, é algo que toda a democracia sofre, não somente nós, e é algo que estamos acompanhando junto com os demais parceiros”, disse nesta terça-feira (26) durante coletiva de imprensa.
No entanto, Melo evitou citar países que estariam com interesses na disputa eleitoral, alegando sigilo nas investigações. Ele também afirmou que a Abin monitora possíveis mobilizações sociais que podem interferir no processo eleitoral, como ataques cibernéticos, fechamento de rodovias e ataques em setores de infraestrutura.
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“A agência fez um estudo profundo e está no escopo principal de acompanhamento. Óbvio que tem outras [ameaças], nosso país, gigante que é, tem vários problemas complexos. Mas eu identificaria essas 3 aí, que são alvos da nossa rotina de trabalho”, justificou.
Em relação às facções criminosas, o superintendente da Abin afirmou que já se sabe que, em alguns locais, as facções criminosas chegam a ocupar territórios e influenciar e indicar candidatos. Contudo, destacou a parceria que a Agência de Inteligência tem com as forças de segurança de Mato Grosso.
“Em Mato Grosso nós temos uma coisa positiva, que é a integração da comunidade de inteligência federal, que é liderada pela Abin, composta de Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Marinha, Ibama, Receita Federal”, explica.
“E, por parte do Estado, liderada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Secretaria Adjunta de Inteligência. A notícia boa é que essa ameaça está sendo muito bem acompanhada, monitorada, e há uma produção de relatórios diários sobre ela. Então, temos ameaça, mas estamos lidando com ela”, completou.
Nas eleições de 2022 e 2024, houve várias denúncias de deputados e vereadores de que, em alguns bairros de Cuiabá, o crime organizado impediu a realização de campanha de alguns candidatos. Porém, as denúncias nunca foram comprovadas.
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