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apuração na Câmara 27.05.2020 | 10h15

Irmão de Emanuel alega vínculo de parentesco e não depõe

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Reprodução/Divulgação

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O empresário Marco Polo de Freitas Pinheiro, o Popó, não compareceu na sessão desta quarta-feira (27) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o seu irmão, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). O requerimento de não comparecimento foi apresentado nesta terça-feira (26) pelo seu advogado Francisco Faiad.  

 

Entre os argumentos da defesa de Popó, estaria o fato de que a CPI não havia fornecido o link da sessão, que está ocorrendo de maneira remota por conta da pandemia do novo coronavírus.  

 

A defesa afirma que a recusa de Popó também está amparada no Código de Processo Penal, que garante que o intimado que tenha parentesco com o investigado, como irmão, pai, filho ou cônjuge, possa negar o depoimento.  No início da reunião, Francisco Faiad reafirmou o posicionamento de Popó em não depor.  

 

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Popó faz parte da principal linha de defesa do prefeito Emanuel Pinheiro, no caso da CPI do Paleltó, no qual alega que os maços de dinheiro que recebeu e que foram gravados pelo chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correia, seriam para quitar uma dívida entre o então governador e o seu irmão, o Popó.  

 

As imagens foram gravadas em dezembro de 2013, quando Emanuel Pinheiro ainda era deputado estadual. Silval Barbosa apresentou o vídeo como prova de que os deputados estaduais recebiam mensalmente R$ 50 mil em mesada para apoiar o governo na Assembleia.  

 

Diante da negativa, o vereador Felipe Wellaton (Cidadania) apresentou um novo requerimento solicitando que Bárbara Helena Pinheiro, que é sócia e esposa de Popó no instituto de pesquisa Mark, para depor na CPI sobre os fatos. O pedido será analisado na próxima reunião da CPI.  Bárbara também é servidora da Câmara de Vereadores e ocupa o cargo de Secretária de Recursos Humanos. 

 

A previsão é que no dia 3 de junho o ex-deputado estadual José Geraldo Riva, que fechou delação premiada com o Tribunal de Justiça, seja ouvido pela CPI, já que ele também afirma em sua delação que havia pagamento de mensalinho aos deputados estaduais.  

 

Porém, o presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (DEM), afirma que até o momento a CPI não conseguiu notificar Riva para depor. "Já tentamos umas 5 vezes e não conseguimos. Chegamos até marcar um horário, mas quando fomos, ele não estava. Mas vamos continuar tentando", revelou.  

 

A investigação foi instaurada em novembro de 2017, depois do vídeo divulgado em que Emanuel Pinheiro (deputado estadual há époa) e outros aparecem recebendo dinheiro do esquema abastecido pelo então governador Silval Barbosa (sem partido).   

Em março de 2018 a "CPI do Paletó", como ficou conhecida, foi paralisada por decisão judicial, mas uma nova decisão de setembro de 2019 determinou sua retomada.  

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