triste realidade 19.05.2020 | 16h07

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Chico Ferreira
Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot
Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou a existência de 3,7 mil obras paralisadas em Mato Grosso sob a responsabilidade do governo do Estado e de 139 prefeituras. Os dados foram apresentados na sessão desta terça-feira (19).
Levantamento apontou ainda que já houve o desembolso de R$ 5,4 bilhões por parte do governo e prefeituras, faltando ainda o montante de R$ 3,8 bilhões para conclusão das obras. Relatado pelo conselheiro João Batista de Camargo Júnior, o documento tem como objetivo analisar as obras paralisadas no Estado, conforme objetivo definido no Plano Anual de Fiscalização para o exercício de 2019.
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Em seu voto, aprovado por unanimidade, o relator fez questão de destacar a função instrumental de um levantamento, que é realizar diagnósticos e identificar fragilidades para determinar a adoção de medidas corretivas e, então, propor melhorias aos jurisdicionados, a fim de aprimorar a prestação do serviço público. Para o estudo, a equipe técnica da Corte de Contas se utilizou da base de dados do Sistema Geo-Obras, com o uso da ferramenta Qlik Sense.
Conforme o conselheiro, com esse levantamento foi possível concluir que os gestores não têm observado sua disposição legal, uma vez que, a cada novo exercício, novos projetos de investimento são iniciados, enquanto os antigos permanecem paralisados e não são concluídos.
"Nesse sentido, mostra-se indubitavelmente necessária a comunicação aos Poderes Legislativos correspondentes, a fim de que realizem fiscalização de cada jurisdicionado e impeçam o início de novos projetos ou, se for o caso, responsabilizem os que deram causa ao descumprimento legal", sustentou o relator.
Na oportunidade, o presidente do TCE, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, sugeriu que a Corte de Contas faça uma ampla discussão sobre uma responsabilização específica aos gestores que não tomarem providências quanto a obras paralisadas. "Esses levantamentos necessitam de desdobramento, precisamos ir além e avaliar a possibilidade de que municípios que não tomarem providências quanto às obras paradas tenham as contas reprovadas, por exemplo". Ficou definido que o assunto será debatido em reunião do colegiado.
O TCE determinou o encaminhamento do acórdão e do relatório técnico do levantamento, para que sejam identificadas as causas e promovidas ações que viabilizem a retomada das obras paralisadas, aos prefeitos, presidentes dos Poderes Legislativos Municipais, ao governador do Estado, aos secretários de Estado de Infraestrutura e Logística, de Educação, de Saúde e de Segurança Pública, à Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, por sugestão do Ministério Público de Contas (MPC), à Rede de Controle do Estado. (Com informações da assessoria de imprensa)
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Otaviano - 19/05/2020
Por isso q tem q extinguir o tribunal de contas não serve pra nada
1 comentários