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oitivas de cpi da saúde em abril 04.04.2026 | 11h55

Vídeo - Deputado afirma que 'bajuladores' levam gesto ao erro; 'governo não deve temer CPI'

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Jessica Bachega e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes

Fred Moraes

Autor da proposta de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, o deputado Wilson Santos (PSB) afirmou que o Estado não deve temer a investigação, mas utilizá-la para identificar erros. Na quarta-feira (1º), o parlamentar confirmou que autoridades já foram convocadas e as oitivas devem começar ainda na primeira quinzena de abril. Na avaliação dele, os "bajuladores puxa-sacos" levam gestor ao erro.

 

A CPI da Saúde foi proposta em 2023, mas só alcançou as assinaturas necessárias para sua abertura este ano. Ela tem como objetivo apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde (SES), principalmente no que diz respeito a suspeitas de superfaturamento e fraudes em contratos durante a pandemia.

 

Leia também - Deputados aprovam regimento e convocam CGE a depor na AL; veja definições

 

Conforme o deputado, na sessão de terça-feira (31) foi aprovado o regimento da CPI e feita a convocação de quatro técnicos da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O ex-secretário Gilberto Figueiredo também deve ter depoimento agendado. Ele compareceria na última semana à reunião da comissão, mas sua presença foi desmarcada diante das atribuições de desincompatibilização do cargo e renúncia do governador Mauro Mendes (União).

 

“Eu disse ao ex-governador Mauro Mendes várias vezes que governo não deve temer CPI; pelo contrário, deve incentivar, identificar os erros, identificar os responsáveis, puni-los, procurar recuperar os prejuízos causados ao cidadão e aperfeiçoar os mecanismos de controle interno e externo”, explicou o deputado.

 

Wilson Santos lembra que foi alvo de duas CPIs durante sua gestão como prefeito de Cuiabá e que ambas foram positivas, em seu entendimento. Com a apuração, foi possível acertar o que estava errado e ele conseguiu se reeleger.

 

“Então, é um aprendizado, é um processo pedagógico. O gestor não tem que temer a CPI; pelo contrário, tem que se abrir para ela, porque quem mais leva o gestor ao erro são os bajuladores, os puxa-sacos, que nunca falam as verdades aos gestores. A CPI, essa sim, fala e mostra as verdades”, argumentou.

 

O legislador ainda destacou que pretende seguir alinhado a Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu a vaga deixada por Mauro Mendes.

 

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