JAYME X WELLINGTON 23.01.2026 | 10h20

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Reprodução
Em meio às articulações iniciais para a sucessão do Palácio Paiaguás, a disputa entre os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) ganhou um ingrediente inusitado e simbólico da política de bastidores em Mato Grosso: a possibilidade de troca de apoios por meio da indicação das esposas como candidatas a vice-governadora. Lucimar Sacre de Campos (União), ex-prefeita de Várzea Grande e Mariene de Abreu Fagundes, sem experiência pública, podem compor as respectivas chapas, com base em pesquisa majoritária.
A revelação foi feita pelo próprio Jayme Campos, ao comentar publicamente conversas mantidas com aliados e lideranças políticas sobre a formação de um bloco competitivo para as eleições estaduais. Segundo o senador, as tratativas envolvem a construção de um acordo pragmático, condicionado ao desempenho nas pesquisas eleitorais.
“Eu já fiz a proposta. Fiz uma proposta melhor para o Wellington”, afirmou Jayme, ao relatar um telefonema recente com o pré-candidato. De acordo com ele, a lógica apresentada foi simples: quem estiver melhor nas pesquisas lidera a chapa, e o outro entra com apoio inclusive com a indicação da esposa para a vaga de vice-governadoria.
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Na proposta relatada, Jayme colocou duas hipóteses sobre a mesa: Se Fagundes estiver melhor nas pesquisas, ele o apoia, desde que Lucimar Campos seja indicada como vice; agora, se Jayme estiver à frente, o apoio seria inverso, com a esposa do aliado ocupando a vice.
“A recíproca tem que ser verdadeira”, frisou o senador, dizendo ter ouvido como resposta que não haveria objeção à indicação da esposa, caso o acordo se concretize.
Durante a fala, Jayme Campos fez questão de destacar seu desempenho inicial. Segundo ele, mesmo sem campanha oficial, aparece numericamente à frente dos demais nomes colocados até agora.
“Hoje eu tenho 6% na frente de todos os candidatos. Se a eleição fosse hoje, Jayme Campos está bombando sem fazer campanha”, afirmou.
O senador ainda projetou que, com estrutura e equipe montadas, sua candidatura ganharia ainda mais musculatura. “Quando botar o tanque de guerra na rua, fazer a campanha de fato, constituir equipe, esse grande arco de alianças… esquece”, disse, em tom confiante.
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