16.12.2021 | 07h57
João Vieira
Lembranças afetivas levaram a técnica em segurança do trabalho e contadora, Jaqueline da Silva Aragão, 31, a aprender e a se aperfeiçoar no preparo de um dos bolos mais icônicos da doceria nordestina. Natural de Campina Grande, casada com o pernambucano Thiago, morou 8 anos no Rio de Janeiro e há 3 reside em Cuiabá-MT. Como todo bom nordestino, o casal nunca deixou suas raízes e sempre, nesses 11 anos retornou para visitar a família.
Da vontade de comer a iguaria e da dificuldade de encontrar em Cuiabá nasceu a Doce Nordeste Bolo de Rolo. Como muitas empresas, começou com o preparo da delícia para consumo próprio, uma forma de matar as saudades bem no ápice da pandemia, quando o casal não sabia quando voltaria à terra natal. Aos poucos, foi conquistando amigos, conterrâneos e muita gente que vive em Cuiabá, que conhece a iguaria em viagens e jamais a esquece.
Jaqueline conta que amava o bolo de rolo e se desafiou à aprender fazer, primeiramente para consumo próprio. “Quando fiz o primeiro bolo, me encantei, amei o resultado, mesmo sabendo que precisava de melhorias, pois fiz com formas improvisadas, desde então, pensei que assim como eu e meu marido, havia muitas outras pessoas que iriam querer muito sentir novamente o gostinho do nordeste, mesmo sendo através de um bolo. Então iniciei o projeto de levar nossa cultura mais longe e para pessoas que estivessem com saudades daquela terra maravilhosa”.
Pesquisou muito na internet e viu que existem várias receitas e formas específicas para fazer o bolo. Numa das coincidências da vida, sua prima Paloma Lima postou no grupo do WhatsApp da família que havia conseguido fazer o bolo. Tinha aprendido com um professor da escola de gastronomia que cursa no Rio de Janeiro. “Ela me passou a receita por escrito e eu tentei fazer o mais idêntico possível, ficou muito bom, mas sabia que faltava algo (o sabor legítimo do bolo de rolo)”.
Foi aí que decidiu procurar a pessoa mais capacitada para ajudá-la a encontrar o tal sabor, Dona Verônica, avó de Thiago. Mesmo a distância ela passou a receita que está na família há muitos anos e as instruções de como fazer. “Ficou muito bom, mas sabia que ainda precisava de algo, as formas que são muito especificas”. Teve que viajar para comprá-las e todos os anos traz mais do Nordeste. Só assim conseguiu fazer o legitimo bolo de rolo pernambucano.
Quando se deu conta, já estava vendendo o bolo para muita gente e entendeu que aquele era o seu propósito, levar felicidade, memórias afetivas, recordações, cultura, casa, cheirinho de vó/mãe, gosto do Nordeste, para vários lares.
“Sabia também que, assim como muitos iriam comprar para matar a saudade, teria pessoas que gostariam de provar pela primeira vez um produto que remete tanto a um lugar e que deixa as pessoas com lembranças inesquecíveis”, reflete. Hoje, ela e o marido -sim ele também ajuda no negócio - trabalham o bolo de rolo em 4 sabores (goiabada, doce de leite, chocolate e churros). Mas já lançaram outros subprodutos como a broa, produzida com as bordas, e os biscoitos e bem-casados feitos a partir do minibolo de rolo.
Os produtos podem ser encontrados no Instagram @docenordeste_ e pedidos pelo WhatsApp no número (65) 99990-4445. No momento ainda não têm loja física, mas esta é uma outra história que deve começar a ser escrita em breve.
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