27.07.2023 | 12h07
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Na oncologia temos muitos desafios, a luta é constante, ainda mais quando nos deparamos com tumor cerebral. Esses podem ser classificados em primários (que surgem no encéfalo), ou secundários (que possuem outra origem). Hoje vou me ater a um tipo específico de tumor primário, o glioblastoma.
É um tumor agressivo, que geralmente acontece entre os 40 e 60 anos. Os sintomas podem ser simples como uma dor de cabeça, vertigem (tontura), náuseas, vômitos, convulsões, alterações na acuidade visual e até alteração na marcha (no andar). Infelizmente os fatores predisponentes ainda não são bem estabelecidos, acredita-se em fatores genéticos e irradiação prévia.
Bom, doutora, tive o diagnóstico de tumor cerebral, o que fazer? A primeira coisa é ser avaliado pelo Neurocirurgião. Esse profissional indicará ou não a necessidade de cirurgia. Depois da determinação, é necessária a avaliação do Oncologista e Radio-Oncologista.
Em relação à radioterapia, nos casos do Glioblastoma, o tratamento radioterápico é sempre indicado, porém será necessária uma avaliação de cada caso para programar o número de sessões e realizar o procedimento pré-tratamento. Esse procedimento se baseia em realizar uma máscara para correta fixação (a máscara é moldada no rosto e não causa desconforto) do paciente na mesa de tratamento, depois é feita uma tomografia de crânio de planejamento e uma ressonância de crânio para avaliação pós-operatória.
Assim que o planejamento físico (é calculada a dose e direcionada a radiação para o local correto) estiver pronto, é iniciada a radioterapia. Lembrando que a radioterapia é um tratamento indolor e os efeitos colaterais são locais, nesse caso perda do cabelo em local irradiado, dor de cabeça e sonolência são os sintomas mais comuns. Nesse período, o paciente é avaliado semanalmente para tratamento de eventuais sintomas indesejados.
Terminado o tratamento radioterápico, o paciente permanece em acompanhamento com toda equipe, assim, na presença de sintomas de dor de cabeça frequente, náuseas, vômitos ou outros sintomas mais graves, deve-se procurar auxílio médico para avaliação.
Mas se acalme, pois a enxaqueca pode causar esses sintomas e o tratamento é clínico (com medicações)! Um abraço da Dra. Manu.
Manoela Regina Alves Corrêa Barros é diretora Clínica e Radio-Oncologia do Hospital de Câncer de Mato Grosso
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