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Entrevista da Semana 16.06.2019 | 06h59

Não me acho um exterminador de operações, diz Rabaneda

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João Vieira

João Vieira

Aos 37 anos, ele já foi apelidado pelos colegas de “exterminador de operações”, por conseguir a anulação das operações Pacenas, Arqueiro e Ouro de Tolo. Com 15 anos de advocacia, Ulisses Rabaneda é uma personalidade do direito em Mato Grosso e tem em sua lista clientes como o ex-governador Silval Barbosa, o deputado estadual Romualdo Junior (MDB) e o genro de João Arcanjo, Giovanni Zem.

 

Em entrevista exclusiva para , o advogado criminalista falou um pouco sobre a profissão, família, grandes casos e perspectivas para o futuro. Confira:

 

Gazeta Digital – De onde surgiu a vontade de fazer direito. Você teve algum exemplo na família?
Ulisses Rabaneda – Na verdade, na minha família, da área jurídica eu tenho um tio, que foi juiz em Minas e hoje está aposentado. Para ir para o direito, a influência foi do meu pai. Apesar de não ser advogado, ele sempre teve o sonho de que eu fosse advogado. Eu, a partir desse incentivo, sempre quis fazer direito. Logo que me formei comecei a advogar. No início da minha carreira fui advogar na área criminal, sempre gostei dessa área.

 

João Vieira

ulisses Rabaneda / Advogado / OAB /

 

GD – Por ser um advogado jovem, você enfrentou alguma dificuldade para abrir espaço no mercado?
Rabaneda – A advocacia criminal, tradicionalmente é onde o cliente estava acostumado a se consultar com advogados mais experientes. Porque ele está entregando a liberdade. Tive muita dificuldade para ter a confiança. Insistindo, estudando muito. É preciso estar atualizado. E, não há dúvida, ter resultado.

 

No exercício da advocacia peguei causas de tudo quanto é jeito, no começo advoguei por valores módicos, só pela tese que vislumbrava da ação e que poderia reverberar em outros casos. Entrei de corpo e alma e apaixonado pela área. Sempre me empenhei muito e busquei dar esse resultado e eles começaram a aparecer. A partir de então você vai conquistando o seu espaço.

 

GD – Mas com tantos advogados entrando no mercado todos os anos, o que você acha que é o seu diferencial, que o fez se sobressair?
Rabaneda – Acho que Deus sempre foi muito generoso comigo. Primeiro pela família maravilhosa que tenho e profissionalmente, posso dizer que fui um iluminado. Eu estudei muito, procurei o meu espaço sem passar por cima de outras pessoas, nunca tive os meus colegas como concorrentes, sempre procuro ter muita parceira com os meus colegas. E a benção de Deus.

GD – Na sua carreira, qual foi o primeiro caso a ter muita repercussão?
Rabaneda – Apesar de antes deste ter tido alguns outros casos, que tinham certa repercussão, acho que o primeiro que eu posso dizer que fui o protagonista foi o da Operação Pacenas. Era uma operação que investigava suspeitas de fraudes nas obras do PAC, prenderam várias personalidades em MT, empresários, secretários e na época, todas as medidas que impusemos, entre a operação ser deflagrada e ser completamente anulada, foram 4 meses.

GD – A sua atuação junto às operações te rendeu até o apelido de “exterminador de operações”...
Rabaneda – Foram algumas operações. Isso é uma brincadeira sadia, mas não me atribuo essa qualidade não.

 

GD – E qual foi o maior caso da sua carreira?
Rabaneda – Não há dúvida que o mais recente deles, a defesa do ex-governador Silval Barbosa. Foi uma atuação que demandou muito empenho da defesa, eram muitos fatos. Nós tivemos sucesso em algumas medidas, outras não tivemos. Mesmo quando ele tomou a postura de se defender, que foi quando eu atuei, porque ele tomou a decisão de fazer a colaboração premiada, em consenso com ele renunciei.

GD – Essa relação entre advogado e cliente é bem próxima na área criminal? 
Rabaneda - Principalmente nessa área, porque o cliente coloca todos os sentimentos para fora, coisa que não fala para a família, mas para você expressa. Acaba criando vínculo muito forte. Confesso que a grande maioria dos meus clientes acaba virando meu amigo.

 

GD – Com essa correria nos grandes casos, muito tempo dedicado aos processos. Como a sua família lida com isso?
Rabaneda – Minha esposa é bacharel em direito e tabeliã. Ela entende, mas, mesmo entendendo, cobra. E se não cobrar, vai acabando demandando um tempo muito superior à profissão. E quem advoga na área criminal, seu celular tem que estar ligado 24 horas, porque pode acontecer alguma coisa a qualquer momento. Tenho duas filhas, uma de 5 e outra de um ano. A mais velha pergunta o que o advogado faz. Elas são muito precoces.

 

GD – Que conselho você daria aos estudantes e advogados novatos que se inspiram em você?
Rabaneda – Eu costumo dizer que o que cabe é ser persistente, estudar muito, estar sempre muito atualizado. Porque só se destaca quem tem preparo. Muitas vezes tem preparo, mas não tem oportunidade. Mas, quando ela aparecer, tem que estar pronta para agarrá-la. Claro que tem muitos fatores que interferem. Eu que advogo fora e trabalho com profissionais de outros estados posso dizer sem medo de errar: a advocacia de Mato Grosso não perde para ninguém. Isso é muito bom, ao passo que faz com que as pessoas que queiram se destacar tenham que se esforçar mais.

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Comentários

Marcos Antonio - 17/06/2019

Dr. Rabaneda!!! Me sinto imensamente grato a Deus por telo conhecido pessoalmente, pois se trata de uma pessoa de excelente caráter, e um profissional acima de qualquer questionamento, posso lhe dizer que pelas suas atuações hoje tenho um filho com 24 anos de idade, estuda muito a sua área de atuação e vem a dois anos advogando. O Senhor foi advogado de um companheiro de trabalho e com isso aprendi admirá-lo. Parabéns e que Deus continue a abençoá-lo a cada dia que passa, e tenho certeza absoluta que meu filho se espelhando em sua pessoa, também será um grande e vitorioso defensor dos necessitados. Marcos Antonio

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