aguardava decisão 20.02.2026 | 17h10

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
Dias antes de matar a ex-mulher, a professora Luciene Naves Correia, 51, Paulo Neves Bispo pediu à Justiça para retirar os pertences que estavam na casa da vítima. Sem esperar a análise do requerimento, ele invadiu o imóvel e assassinou a moradora a tiros, na segunda-feira (16). Há meses, o criminoso cumpria medida protetiva e não poderia se aproximar do local.
No processo, consta que Luciene comunicou à polícia, por ao menos duas vezes, o descumprimento das medidas protetivas. Em boletins de ocorrência registrados em 2025, a vítima relatou tentativa de contato por terceiros, ameaças veladas, difamação, além de ações como o desligamento do padrão de energia da residência e a colocação de cadeado no local, fatos que, segundo o juízo, indicavam a continuidade da violência doméstica e psicológica.
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Diante dos relatos, a Justiça determinou a intimação pessoal da vítima para se manifestar sobre a retirada dos pertences e ampliou as medidas protetivas, proibindo qualquer contato do ex-marido com a ofendida, inclusive por intermédio de familiares ou terceiros. O representado também foi advertido de que o descumprimento poderia resultar em prisão preventiva e foi obrigado a participar do grupo reflexivo “Papo de Homem para Homem”, da Polícia Judiciária Civil, com comprovação nos autos.
Apesar das determinações, Luciene foi morta na manhã de segunda-feira.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito pulou o muro e invadiu a casa enquanto a vítima tomava café. Após os disparos, ele ainda teria tentado atacar a filha do casal, que conseguiu se trancar em um quarto e não foi atingida.
Na fuga, o feminicida foi morto por um policial à paisana.
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