júri popular 27.01.2026 | 14h32

maria.klara@gazetadigital.com.br
Josi Dias/TJMT
Teve início na manhã desta terça-feira (27), no Fórum da Comarca de Sinop (a 500 km ao Norte), o julgamento de Wellington Honorato dos Santos, acusado de matar a jovem Bruna de Oliveira,24, em junho de 2024. O réu responde por homicídio com motivo fútil e está preso desde o ano passado.
A sessão começou às 9h15, com atraso em razão da chegada tardia do advogado de defesa. O júri é presidido pelo juiz Walter Tomaz da Costa.
O crime ocorreu na madrugada de 2 de junho de 2024, em uma residência localizada na Rua dos Biris, no bairro Parque das Araras, ao lado de uma igreja. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após matar Bruna, Wellington arrastou o corpo da vítima preso a uma motocicleta pelas ruas da cidade.
A primeira testemunha ouvida foi o investigador da Polícia Judiciária Civil Reuber Mario Sá Gallio. Ele relatou que o réu fugiu após o crime e foi localizado em Nova Maringá, escondido na casa de uma prima.
“Diante da análise de imagens da rodovia e do trabalho de repressão e inteligência, surgiu a informação de que o suspeito estaria escondido em Nova Maringá. A equipe efetuou a prisão naquela cidade”, afirmou.
A segunda testemunha foi Bruno de Oliveira Rabuka, irmão da vítima, ouvido por videoconferência, já que está custodiado na Penitenciária Ferrugem, em Sinop. Em um depoimento marcado por forte emoção, ele afirmou que encontrou o corpo da irmã em uma valeta de aproximadamente dois metros de profundidade.
“O corpo dela estava todo rasgado. Só foi possível ver por causa das marcas de sangue”, relatou.
Bruno destacou o impacto da morte na família e declarou: “Ele não matou só a Bruna. Matou a família toda”.
Ele contou ainda que enfrenta dependência química e que a morte da irmã agravou seu estado emocional. “Ver minha irmã morta da forma como ela foi morta mexeu com meu psicológico”, disse.
O irmão também afirmou que chegou a cogitar vingança, mas buscou outro caminho por motivos religiosos. “Hoje, olhando para ele, da minha parte está perdoado em nome de Jesus”, declarou.
O investigador Vinicius Beck Sitko afirmou que, conforme relato atribuído ao réu, a discussão que antecedeu o crime teria ocorrido por causa da venda de um ventilador para compra de drogas.
Já o investigador Gilson André Cardoso de Alcântara relatou que o réu tentou limpar a casa após o crime, mas ainda havia manchas visíveis de sangue e o imóvel estava sem móveis.
“Foi arremessada. Bombeiro teve que ir para retirar o corpo. Local de difícil visualização”, disse sobre o local onde a vítima foi encontrada.
A avó materna de Bruna, Zulmira da Rosa, informou que a jovem deixou três filhas menores de 12 anos. Duas vivem com o pai e a filha do meio está sob os cuidados de familiares.
A última testemunha foi Adriana dos Santos Oliveira, tia por afinidade do réu, que afirmou que Wellington apresentava bom comportamento enquanto morou em sua casa.
Após a pausa para o almoço, o julgamento foi retomado às 13h35. O réu participou por videoconferência da Penitenciária Central do Estado (PCE).
Wellington declarou ser marmorista, confirmou que morava na quitinete onde ocorreu o crime e afirmou que tem três filhos, sendo um de criação. Ele disse ainda que teve acesso aos autos do processo em sala reservada.
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