FALSA DENÚNCIA 20.10.2022 | 17h29

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Divulgação
O delegado Clayton Queiroz Moura, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente de Cuiabá (Deddica), relatou pelo não indiciamento e pelo arquivamento do inquérito policial contra o advogado Alex Sandro Rodrigues Cardoso.
O inquérito policial foi movido em março desse ano, pela advogada J.S.G.C. na tentativa de provar a acusação de um suposto abuso sexual contra a filha de ambos. A criança tinha apenas dois anos à época da denúncia.
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O relatório nº 2022.12.11502, assinado pelo delegado da Deddica, está público e traz detalhes do caso. Nele, o delegado Cleyton explica que as investigações contaram com exame de corpo de delito, escuta especializada e depoimentos de diversas pessoas e profissionais, como a psicóloga da criança, ex-babás e vizinhos.
O documento traz que na escuta especializada mostra que a criança ainda está com a dicção em desenvolvimento e que de forma espontânea a “criança não trouxe nenhum relato sobre violação de direitos”. Já o laudo de corpo de delito concluiu que não há vestígios de conjunção carnal.
Dentre outros fatores, o relatório informa que não foram encontrados elementos “verossímeis mínimos para concluir de modo plausível que o Sr. Alex Cardoso tenha praticado quaisquer atos glosados sob o ângulo penal em desfavor de sua filha”.
No relatório de arquivamento, o delegado destaca que o inquérito se atentou ao escopo da denúncia em questão, sem analisar, por não ser pertinente, a relação pessoal entre os genitores da menina que “parecem ser conflituosas”.
INDÍCIOS DE FRAUDE
O arquivamento do inquérito em questão é o desfecho de uma série de acusações e denúncias formais travadas pelos advogados Alex Sandro Rodrigues Cardoso e a mãe da criança. A mulher alega que fez a denúncia diante da informação do possível estupro após um relatório privado de avaliação psicológica em que supostamente haveria indícios do crime.
Já Alex afirma que a denúncia de abuso sexual é falsa e houve fraude em um processo de guarda da sua filha, no qual a genitora apresentou dois relatórios psicológicos com versões distintas, e outros dois em formas distintas, emitidos e anexados num lapso de 4 dias de diferença no processo, sendo que o primeiro dizia não existir indícios de abuso sexual, e 4 horas depois de registrar o documento dentro do processo, apresentou nova versão do relatório, dessa vez afirmando que havia indícios de abuso sexual.
Após Alex denunciar a suposta fraude no processo e tornar a ação pública, outros pais e uma mãe, também se apresentaram como vítimas da mesma psicóloga que emitiu os laudos para a mãe. Trata-se da psicóloga Geise Ramos Machado, sendo que todos requereram suspensão da profissional Conselho de Psicologia (CRP).
Conforme Alex Cardoso, o imbróglio iniciou-se dentro da Delegacia da Mulher. Por este fato, Alex representou servidores da Delegacia por terem acatado ambas as versões dos relatórios e registrado também versões diferentes dos Boletins de Ocorrência, além de outras possíveis infrações.
O relatório inocentando Alex Cardoso foi emitido pelo delegado Clayton Queiroz Moura no dia 04 de outubro. Foi determinado o arquivamento do inquérito pelo Ministério Público e Juízo Criminal no dia 19 de outubro de 2022.
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