RENÚNCIA E SONEGAÇÃO FISCAL 16.09.2019 | 12h04

pablo@gazetadigital.com.br
Arquivo/Montagem
O ex-governador Silval Barbosa encontrará pela primeira vez os deputados estaduais Carlos Avalone (PSDB) e Nininho (PSD), depois que os delatou em sua colaboração premiada. O encontro ocorrerá na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidade em renúncia e sonegação fiscal em Mato Grosso.
Silval será ouvido no dia 10 de outubro, e, Avalone e Nininho terão a oportunidade de realizar perguntas para o ex-governador sobre irregularidades na concessão de incentivos fiscais. Os dois deputados integram a CPI.
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O curioso é que os dois parlamentares são ligados a empreiteiras que possuem contrato com o governo do Estado por anos. A empresa Três Irmãos, que pertence aos irmãos de Avalone, já a construtora Tripolo é ligada à família de Nininho.
Em sua delação, Silval afirma que Avalone e seus irmãos, que são sócios na construtora Três Irmãos, pagaram propina com um cheque sem fundo.
A propina seria proveniente de contratos do programa “MT Integrado”, que assegurava investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para pavimentação.
Avalone supostamente entregou cerca de R$ 2 milhões em cheques ao ex-governador Silval Barbosa (MDB), a título de propina do “retorno” dos contratos das obras. Alguns desses cheques (R$ 800 mil), no entanto, retornaram, segundo Silval, por falta de fundos e acabaram não sendo posteriormente quitados. Avalone nega as acusações desde que vieram à tona.
Já em relação ao deputado Nininho, o ex-chefe do Paiaguás relata que em 2011, o deputado teria o procurado para que o governo assinasse a concessão da rodovia e a autorização de cobrança de pedágio. Em contrapartida, o parlamentar teria pago R$ 7 milhões de propina ao ex-governador.
Essas informações constam na delação de Silval, que diz ainda que parte do valor da propina foi pago pela Construtora Tripolo, que pertence a um filho do deputado, para Jurandir da Silva Vieira. O pagamento para Jurandir foi uma maneira de dissimular a origem do dinheiro e pagar uma dívida de campanha.
Silval afirmou ainda que parte destes R$ 7 milhões serviram para o pagamento de propina a outros agentes públicos. Além disso, o montante foi utilizado para pagar dívidas com o operador financeiro Valdir Piran. Nininho nega ás acusações e já ameaçou processar Silval Barbosa.
Além de Silval também irão depor o doleiro Lúcio Funaro e o presidente executivo da Ammagi Judiney. Funaro irá depor no 19 de setembro. Ele é conhecido na Lava Jato como operador financeiro do MDB na Câmara Federal e chegou a ser preso na operação.
A expectativa é que Funaro revele as transações ilegais da JBS no Estado e possíveis benefícios a membros do MDB no Estado.
Já no dia 3 de outubro o presidente executivo da Ammagi, Judiney Carvalho, prestará esclarecimentos sobre o tema.
A CPI foi instautada por suspeita de que o estado deixa de arrecadar R$ 2 bilhões por causa da sonegação de impostos e incentivos fiscais concedidos de forma fraudulenta. O deputado Wilson Santos (PSDB), preside a Comissão, já os outros membros são os deputados Carlos Avallone (PSDB), Nininho (PSD), Max Russi (PSB) e Janaina Riva (MDB)
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