ALIANÇA POLÍTICA 14.04.2021 | 17h17

allan@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
De olho nas alianças políticas das eleições de 2022, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) já estuda meios para pacificar a "relação conturbada" entre o prefeito Emanuel Pinheiro e o governador Mauro Mendes (DEM). De acordo com a deputada estadual Janaina Riva, o desafio está na mãos do presidente municipal da legenda, o ex-secretário de Estado, José Lacerda.
"Ele está muito empenhando em tentar pacificar o partido para as eleições de 2022, acho que isso é muito importante para fazer com que pelo menos haja um ambiente de tranquilidade para que os dois [Mauro e Emanuel] possam trabalhar por Cuiabá", disse ao chegar na Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (14).
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Lacerda, que também é segundo suplente do senador Carlos Fávaro (PSD), assumiu o comando interino da legenda após um longo embate travado por Riva e Emanuel, que defendia o nome do advogado Francisco Faiad para o cargo. Vencida na queda de braço, Riva chegou a declarar que a questão ainda não havia sido superada dentro da legenda. Agora, a parlamentar alega ter mudado seu posicionamento após ser procurada pelo corrilegionário.
"Ele me procurou, nós conversamos e eu gostei bastante das ideias porque ele tem um pensamento bastante semelhante ao meu. Ano que vem nós temos que fazer uma preparação para as eleições estaduais. É lógico que ele tem um prazo e acredito que o MDB vá rever isso por conta da pandemia. Não tem ambiente para isso agora", complementou.
Ainda segunda a deputada, o partido precisa se estruturar para alcançar o sucesso nas urnas no próximo pleito, principalmente em relação aos seus aliados políticos. Em 2018, o MDB ajudou a eleger Mauro Mendes e atualmente faz parte da base do governista. A sigla, inclusive, já tem apoio declarado a uma eventual reeleição do chefe do Executivo.
O posicionamento, contudo, coloca o comandante do Palácio Alencastro numa saia-justa por ser o principal desafeto do governador e defender uma opção alternativa para o comando do Palácio Paiaguás. "É necessário fazer isso para que haja um ambiente de tranqüilidade para que os dois possam trabalhar com Cuiabá. No momento, quem mais perde é a capital com essas discussões e o Estado também acaba saindo prejudicado. O Zé Lacerda estará empenhando nisso", finalizou.
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