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QUITAR DÍVIDAS 22.10.2019 | 10h19

Depoimentos de Silval e Nadaf resultaram na operação que prendeu Piran e mais 4

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João Vieira

João Vieira

O esquema de corrupção no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), que veio à tona nesta terça-feira (22) durante a Operação Quadro Negro, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), tinha o objetivo de quitar dívidas que o ex-governador Silval Barbosa e seu grupo político tinha com os empresários Valdir Piran e Marilena Ribeiro.  

 

A informação consta nos depoimentos do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário Pedro Nadaf, que foram base para a operação Quadro Negro.  De acordo com a decisão da juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o esquema de fraude na licitação para desviar cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos, ocorreu durante uma reunião entre Silval, Valdir Piran, o dono da empresa Avançar e o então chefe da Casa Civil Pedro Nadaf.  

 

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"(...) que houve uma reunião no gabinete da Casa Civil entre o interrogando, Valdir Piran, Weidson proprietário da empresa Avançar, e Pedro Nadaf, onde acertaram sobre a contratação da empresa, tendo na ocasião o empresário Weidson concordando em repassar o valor correspondente a 50 % do valor do contrato, ou seja, de aproximadamente R$ 5 milhões devendo assim realizar uma devolução de RS 2,5 milhões", diz trecho do depoimento do ex-governador que o teve aceso.  

 

Ainda de acordo com a decisão, Silval deu autorização para Nadaf operacionalizar o esquema, e que o recurso devolvido fosse para quitar dívidas com Piran.  Ainda de acordo com Silval Barbosa, o empresário sabia que o recurso era de propina, já que foi o mesmo  "quem indicou o empresário para a contratação junto ao governo do interrogando"  . 

 

Silval explicou que dos R$ 2,5 milhões recebidos em propina, cerca de R$ 2 milhões foram repassados pelo empresário Weydson Soares Fontenele a Piran diretamente e os R$ 500 mil restantes foram entregues a Pedro Nadaf, "por meio de diversos cheques tanta da empresa Avançar, como do empresário Weidson ou de outras empresas do próprio empresário", diz outro trecho de depoimento que consta na decisão da magistrada Ana Cristina Mendes.  

 

Os R$ 500 mil foram utilizado por Nadaf para quitar uma dívida com a empresária Marilena Ribeiro, delatora na Operação Ararath.   

 

Foram presos na operação  o empresário Valdin Piran, o ex-vereador e ex-deputado Wilson Teixeira, o Dentinho, além de Djalma Souza Soares, o ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Francisvaldo Pereira de Assunção, e Weydson Soares Fonteles. 

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