PRECATÓRIOS NA MIRA 15.01.2026 | 09h51

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Angelo Varela/ALMT
O pagamento de precatórios, dívidas reconhecidas perante à Justiça, pelo Governo de Mato Grosso entrou na mira da Assembleia Legislativa e pode se transformar em um novo foco de crise política, assim como a denúncia dos empréstimos consignados, ainda no ano passado. Durante sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (14), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) subiu à tribuna para cobrar explicações formais do Executivo e alertar para possíveis irregularidades nos repasses feitos pelo Estado entre 2023 e 2025.
Por meio do Requerimento nº 10/2026, o parlamentar solicita informações detalhadas ao governador Mauro Mendes (União) e ao secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, sobre os valores pagos em precatórios nos exercícios de 2023, 2024 e, no caso de 2025, até o mês de junho. Segundo ele, há indícios consistentes de problemas na condução desses pagamentos.
“Vem à tona um novo escândalo em Mato Grosso. E eu vou nessa briga até o fundo”, afirmou Wilson Santos, ao comparar o caso à recente polêmica envolvendo empréstimos consignados.
No documento apresentado, o deputado questiona qual foi o montante total desembolsado pelo Estado em cada período e qual era a obrigação legal mínima prevista na legislação. Ele também cobra esclarecimentos sobre eventuais pagamentos acima do piso legal, exigindo que o governo detalhe os fundamentos jurídicos utilizados, as razões para os valores adicionais e quais benefícios essa estratégia teria trazido aos cofres públicos.
Outro ponto sensível do requerimento é a exigência da relação nominal de todos os credores contemplados com pagamentos de precatórios nos últimos três anos, com a identificação individualizada dos valores recebidos por cada beneficiário.
Ao justificar a iniciativa, Wilson Santos destacou que a transparência é um princípio básico da administração pública e que cabe ao Legislativo exercer o papel de fiscalização, sobretudo quando estão em jogo cifras elevadas e impactos diretos no equilíbrio fiscal do Estado. Para ele, o acesso a essas informações é fundamental para avaliar a real situação financeira de Mato Grosso e identificar possíveis distorções na aplicação dos recursos públicos.
O deputado também sinalizou que a investigação pode avançar sobre a atuação de escritórios de advocacia eventualmente envolvidos nos pagamentos. Segundo ele, o tema exige atenção redobrada e rigor na apuração para evitar que irregularidades passem despercebidas.
Com o requerimento protocolado, a expectativa agora é pela resposta oficial do governo, que deverá esclarecer se os pagamentos seguiram estritamente os limites legais ou se há elementos que possam confirmar as suspeitas levantadas no plenário.
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