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Parlamentar mais jovem de MT 01.09.2019 | 11h57

É uma responsabilidade carregar o sobrenome Pinheiro, diz Emanuelzinho

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Reprodução/Facebook

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Aos 24 anos ele assumiu o cargo de deputado federal e deixou seu nome gravado como o parlamentar mais jovem na história de Mato Grosso a chegar ao Congresso Nacional. Emanuel Pinheiro da Silva Primo (PTB), mais conhecido como Emanuelzinho, vem de uma família tradicional na política, porém, faz questão de afirmar que vai aprender com esse histórico político, mas que está cheio de ideias novas para melhorar a política brasileira.

 

Em sua primeira eleição conseguiu mais de 76 mil votos, sendo o terceiro mais votado para o cargo em Mato Grosso. Assim como o pai, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), foi eleito aos 23 anos - mas assumiu aos 24, logo após o aniversário – com a diferença que começou no Congresso Nacional.

 

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Nas pautas, o municipalismo e a defesa da mulher, que o fez participar e ser indicado como vice-presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Câmara. Outro voto de confiança é a vice-liderança do PTB no Parlamento Federal, mesmo com nomes de mais peso no partido. Por causa do destaque entre a nova geração de políticos, está entre os cotados para concorrer à prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2020.

 

Gazeta Digital - O senhor é o parlamentar no Congresso Nacional mais jovem da história de Mato Grosso. Enfrentou alguma dificuldade com os colegas por causa da falta de experiência?
Emanuelzinho - Estou com a bagagem que tenho de 24 anos no meio político de Mato Grosso. Não consigo enxergar a vida sem a política porque nasci nesse meio.

 

Não existe na Câmara dos Deputados um desrespeito no tocante à idade. Os deputados sabem que todos foram eleitos da mesma maneira e representam parte do seu estado, para representar o país todo e em específico o seu estado. A gente está conseguindo mesclar bem o gás e a iniciativa que a juventude tem e a experiência dos mais antigos na vida pública, que não pode ser desprezada.

 

Divulgação

Emanuelzinho e Emanuel Pinheiro

Emanuelzinho e o pai Emanuel Pinheiro

GD - A sua família possui vários nomes de peso no meio político. Isso em algum momento trouxe um peso para a sua carreira política como deputado?
Emanuelzinho - Nunca houve uma pressão para que eu entrasse na política, mas, ao mesmo tempo, eu tenho uma cobrança pessoal, porque é uma responsabilidade muito grande carregar o sobrenome Pinheiro.

 

Quem está entrando na vida pública está conhecendo como funcionando as negociações, os apoios para dar vazão aos anseios da sociedade brasileira. Pela experiência que o Jonas Pinheiro tinha, que Emanuel Pinheiro Primo tinha, que Celcita Pinheiro e Emanuel Pinheiro têm. Naturalmente vou avaliar os prós e contras e absorver o melhor do trabalho deles.

 

GD - O PTB tem 12 deputados federais e o senhor é o vice-líder do partido, mesmo estando no início da carreira. Isso é sinal de confiança?
Emanuelzinho - Alguém que está chegando, no primeiro mandato, um dos mais jovens do Congresso Nacional, pode ter uma certa desconfiança dos seus pares. Desde o início a minha conversa com o PTB e os colegas foi sempre muito honesta, franca. Tenho certeza que eles enxergaram a minha vontade de fazer diferente e o meu compromisso com a seriedade e com o Brasil, especialmente com Mato Grosso. Me deram esse voto de confiança.

 

Arquivo pessoal

emanuelzinho

 

GD - No seu mandato já são de 30 propostas e parte delas é sobre a defesa da mulher. Essa questão é prioridade?
Emanuelzinho - Uma das minhas grandes pautas é a defesa mulher, especialmente porque na minha visão vivemos uma epidemia de violência contra a mulher.

 

De todos os países da América Latina, o Brasil concentra 40% de todos os casos de agressão à mulher, especialmente feminicídio. O Brasil conta com 3 feminicídios ao dia, o que dá uma média de mais de mil feminicídios ao ano. Essa é uma preocupação minha, como 1º vice-presidente da Comissão de Direitos da Mulher, de buscar fortalecer a legislação, buscando garantir efetividade dos direitos.

 

E não só na declaração dos direitos. Porque muitas vezes você declara que a mulher tem uma medida protetiva, mas aquilo não garante nada, não tem efeito prático.

 

GD - Já no primeiro mandato, o nome do senhor está entre os cotados para concorrer à prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2020. A candidatura é uma possibilidade?
Emanuelzinho - Várzea Grande foi o meu segundo maior colégio eleitoral, tive quase 12 mil votos. Conversando com as minhas lideranças, com as lideranças comunitárias, entendemos que é necessário haver aproximação maior com a cidade. Naturalmente houve uma sugestão de mudança de domicílio, para ajudar no fortalecimento de um grupo político que hoje trabalha com a liderança da prefeita Lucimar e o senador Jayme.

 

Meu foco é 100% na Câmara, mas não tenho medo de eleição. Se a população de VG, se meu grupo político entender que é um nome positivo, não fujo da batalha. Fico honrado por no início do mandato ser cotado. Isso me dá mais estímulo para trabalhar.

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Comentários

Wilson - 01/09/2019

Carregar esse sobrenome é pesado? Infelizmente você não tem é como desligar dele. Espero que os eleitores lembre bem de seu pai.

1 comentários

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