'até quando suportar?' 20.03.2026 | 14h50

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Fred Moraes /GD
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) se emocionou ao comentar os ataques que vem sofrendo por parte da classe política, caracterizado como violência política de gênero. Ao ser questionada sobre o episódio em que presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), usou o termo “leitear a prefeita”, durante um embate, o que foi interpretado como uma comparação com "vaca", Moretti disse que é preciso ter força para ser mulher.
“Ser mulher não é fácil. Ser mulher não é só acordar, pentear o cabelo, passar o batom, criar os filhos. Ser mulher é muito mais. Ser mulher é ser resiliente, é ter força, é seguir em frente. E eu estou sim muito ofendida, estou me sentindo muito ofendida e estou muito abalada ainda. Porque eu trabalho por Várzea Grande dia e noite, quase que 24 horas”, disse durante entrevista na quinta-feira (19).
Apesar disso, a prefeita afirma que essas agressões tem que ser levadas como um estímulo para que a classe política veja que é preciso pôr fim nessas ofensas.
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“Até quando nós mulheres temos que sofrer esse tipo de violência? Será que se fosse um homem sentado na cadeira ele teria o mesmo termo? Eu pergunto para vocês. Ele falou que foi um modo de falar, um modo cuiabano de falar. Será que se alguém falasse que estava leiteando a mulher dele, ele ia se sentir que seria um modo de falar?”, questionou.
A prefeita ainda afirmou que irá solicitar o pedido de cassação do presidente da Câmara por quebra de decoro parlamentar, mesmo após Wanderley ter feito as pazes com o líder da gestão, vereador Bruno Rios (PL).
Após o episódio, a direção estadual do PL decidiu acionar a Justiça contra Wanderley Cerqueira, alegando que as declarações foram ofensivas e misóginas. Em nota, o PL repudiou o episódio e afirmou que declarações desse tipo reforçam práticas de constrangimento, deslegitimação e violência política de gênero.
Por fim, a sigla informou que adotará medidas políticas, institucionais e jurídicas cabíveis e reforçou que não permitirá a normalização da violência política contra mulheres.
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