assassinado em cuiabá 17.03.2025 | 17h29

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Reprodução
O Ministério Público de Mato Grosso, por meio do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca, designou 4 promotores de Justiça para atuarem nas investigações sobre a morte do advogado Renato Gomes Nery. A portaria com a determinação foi publicada no último dia 7.
Conforme a portaria Nº 355/2025-PGJ, foram designados os promotores de Justiça Vinícius Gahyva Martins, Élide Manzini De Campos, Samuel Frungilo e também Rodrigo Ribeiro Domingues, enquanto integrantes do Núcleo de Defesa da Vida de Cuiabá.
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Segundo o documento, eles devem atuar nos autos do inquérito policial da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em todos os incidentes e cautelares relativos à morte de Renato Gomes Nery, afetos à 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá. A portaria foi assinada no dia 5 de março.
O procurador-geral havia assegurado em entrevista recente que o Ministério Público tem acompanhado toda a investigação e que promotores que atuam no Núcleo de Defesa da Vida acompanham o caso.
No dia 6 deste mês, a Polícia Civil por meio da Equipe da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou a Operação Office Crimes – A Outra Face, que investiga o assassinato do advogado Renato Nery. Na ocasião, 4 policiais, entre sargento e soldados foram presos e um estava foragido.
Foram detidos o soldado PM Wekcerlly Benevides de Oliveira, cabo PM Wailson Alessandro Medeiros Ramos, 3º sargento Leandro Cardoso e ainda Alex Roberto de Queiroz Silva, sendo que o último não era agente das forças de segurança.
Investigado na morte do advogado Renato Gomes Nery, o terceiro sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira ficou foragido por um dia. Ele saiu de casa na madrugada de quinta-feira (6), horas antes da operação ser deflagrada e avisou a família que “estava indo pescar”.
No dia seguinte, no final da tarde de sexta-feira (7), ele se apresentou à polícia junto de seu advogado na Delegacia de Homicídios.
Conforme noticiado pelo jornal A Gazeta, Heron atuava no setor de inteligência do Batalhão da Rotam. A chácara em que ele e demais policiais investigados frequentavam no bairro Capão Grande, em Várzea Grande, estava alugada em seu nome.
No local, foi localizada uma placa de identificação da unidade especializada, com a logomarca da Rotam e era tida como sede de encontros e reuniões do grupo acusado de assassinatos.
Na operação Office Crimes – A Outra Face, são alvos os policiais militares Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiro Ramos, Jorge Rodrigo Martins, Wekcerlley Benevides Oliveira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, acusado de atirar contra Renato Nery.
Outros crimes
Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como o executor do advogado Renato Nery, foram condenados, no dia 12 de março do ano passado, por integrar organização criminosa que operava no tráfico interestadual de drogas pelo Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Ambos foram alvos da Polícia Federal.
Heron foi condenado a 8 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado. Também foi determinada a perda do cargo. As penas devem ser cumpridas após o trânsito em julgado da sentença e o processo está em grau de recurso. Ele e mais dois policiais investigados pelo assassinato do advogado também respondem a ações penais por outros homicídios ocorridos em supostos confrontos investigados na operação Simulacrum.
O caso
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas foi a óbito horas após o procedimento médico.
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