vingança pela execução de 'baby sauro' 28.01.2026 | 16h30

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
O Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Preta (238 km ao sul de Cuiabá) condenou, na terça-feira (27), os réus Paulo Ricardo da Silva Ferreira, Luan da Silva Santos, João Victor Procópio dos Santos e Yan Michael Anchieta da Costa a penas que, somadas, ultrapassam 110 anos de prisão. A quadrilha matou o sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva em janeiro de 2024.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença após um dia inteiro de julgamento, marcado por interrogatórios e sustentações orais da acusação e da defesa. Os quatro réus foram considerados culpados pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa armada, com penas fixadas em regime fechado pelo juiz Márcio Rogério Martins.
De acordo com a sentença, o crime foi praticado por motivo torpe, caracterizado como vingança e retaliação faccionada, em razão da morte de um integrante da organização criminosa conhecido como “Baby Sauro”, ocorrida em confronto anterior com a própria vítima.
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O homicídio, segundo o Ministério Público, foi premeditado, com monitoramento do sargento desde sua residência até o local da execução, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima e gerou perigo comum, além de ter sido cometido em razão do exercício da função policial.
Ainda conforme a denúncia, os réus integravam e promoviam a organização criminosa armada Comando Vermelho, atuando de forma estruturada e hierarquizada no final de 2023, na região de Pedra Preta. Eles exerciam funções internas conhecidas como “sintonia” e “disciplina”, sendo responsáveis por cumprir ordens da facção, inclusive contra agentes de segurança pública, com o objetivo de manter o domínio do tráfico de drogas na região.
As penas individuais foram:
Paulo Ricardo da Silva Ferreira: 33 anos, sete meses e 20 dias de reclusão, além de 97 dias-multa;
Luan da Silva Santos: 24 anos, seis meses e 15 dias de reclusão, além de 45 dias-multa;
João Victor Procópio dos Santos: 21 anos de reclusão, além de 45 dias-multa;
Yan Michael Anchieta da Costa: 32 anos, dez meses e 25 dias de reclusão, além de 144 dias-multa.
As penas foram somadas com base no concurso material, previsto no artigo 69 do Código Penal.
O crime
O sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, 47, foi morto a tiros na tarde do dia 22 de janeiro de 2024, enquanto fazia caminhada em frente ao ginásio de esportes de Pedra Preta. Ele estava de folga no momento em que foi surpreendido pelos disparos.
As investigações resultaram na prisão de quatro suspeitos durante a Operação Black Stone, deflagrada em 25 de março de 2024, que também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Pedra Preta, Rondonópolis e Cuiabá. Durante a operação, um dos alvos morreu em confronto com as forças de segurança.
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