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CONTRAINTELIGÊNCIA 08.11.2019 | 15h32

Juiz aponta que acusados tentam obstruir as investigações

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Em sua decisão no julgamento da grampolândia pantaneira na esfera militar, o juiz Marcos Faleiros apontou para uma possível movimentação de investigados para tentar obstruir as investigações, dificultando para se chegar aos verdadeiros culpados pelo esquema de interceptação clandestina em Mato Grosso.    

 

"Em verdade, com a experiência que me compete em 20 anos de magistratura, parece-me que investigação referente ao contexto geral da grampolândia pantaneira (tanto no setor militar e não-militar) está constantemente sob o manto da Cortina de Fumaça (na acepção militar) e de forte contrainteligência por parte de braços desconhecidos da organização", diz trecho da sua decisão proferida nesta quinta-feira (7).   

 

Faleiros alega que com o avançar das apurações dos fatos, muitas informações falsas seriam divulgadas " com a finalidade clara de desorientar, esconder ou desviar".   

 

O magistrado lembra das apurações de possível esquema de escutas clandestina dentro da Polícia Civil, remetendo ao caso da "Operação Querubim", que se usou grampos sob a suspeita de que existiria um plano para por fim a vida do então governador Pedro Taques (PSDB) com o envolvimento do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro .  

 

Marcos Faleiros ainda lembra dos casos envolvendo as eleições municipais de 2012 e 2016, em Lucas do Rio Verde (354 quilômetros ao norte de Cuiabá). Depoimentos apontam para interceptações e escuta ambiente, durante a disputa eleitoral e que envolveria o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques.  

 

Faleiros aponta que dos 8 inquéritos que estão em andamento sobre a grampolândia nestes 2 anos e meio, o único processo envolvendo a Polícia Civil que surgiu foi o de "ameaça de um delegado contra outro em um mercado e que um promotor teria sido denunciado por vazar áudios de interceptação de um desembargador", relembrou.  

 

"E o que dizer da origem das placas tecnológicas usadas no escritório clandestino? Supostamente recebidas pelo Gerson de um representante do Ministério Público e jogadas no rio; ou, na versão do réu Zaqueu, recebidas do Cel. Celso; posteriormente apurou-se que essas placas nunca teriam sido aportadas no Ministério Público; depois, apareceu um documento que comprovaria que as placas estariam na Secretaria de Segurança, o que posteriormente foi negado pelo próprio secretário", questionou Faleiros.      

 

Para o juiz da Vara Militar, a organização que criou a grampolândia acompanha as investigações e atuaria para impedir que a verdade dos fatos sejam descobertos.  "Quando Mauro Zaque, então secretário de Segurança, apresentou a notícia do crime dos grampos ao governador, houve o desaparecimento da notícia do crime mediante fraude no protocolo e, ainda, importante mencionar que a informação referente ao suposto caso de interceptação ilegal de Sinop foi arquivado de plano pelo Gaeco, sem nenhum tipo de apuração preliminar por um promotor que posteriormente foi denunciado", lembrou Faleiros em sua decisão.  

 

"Se nenhum órgão estatal desvendou ou responsabilizou quem quer que seja e nem investigaram as palavras do réu Gerson nas suas várias tentativas de apresentação de uma delação premiada, essa inércia não pode ser atribuída ao acusado, tendo ele direito subjetivo aos benefícios de uma delação premiada", completa.

 

Julgamento militar

Na quinta-feira (7) foi concluído o julgamento de 5 reús militares no caso da grampolândia. O coronel Zaque Barbosa, ex-comandante-geral da Polícia Militar, foi condenado a 8 anos, além de perder a patente.

 

O coronel Evandro Lesco foi absolvido e o cabo Gerson Corrêa recebeu o perdão judicial, ambos os casos pela maioria dos votos.  

 

O coronel Ronelson Jorge de Barros e o tenente-coronel Januário Batista também foram absolvidos.  

 

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